Brasil

Mãe volta para MS com cinzas das duas filhas assassinadas no Japão

Bíblia que resistiu a incêndio foi colocada ao lado de fotos e urnas funerária de brasileiras mortas no Japão – WhatsApp/Correio do Estado
Maria Scardin foi para Japão buscar cinzas e tentar guarda das duas netas.Irmãs brasileiras foram encontradas mortas no Japão em 31 de dezembro.
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Do G1 MS

Maria Amarilha Scardin, mãe das brasileiras assassinadas no Japão em dezembro de 2015, voltou para Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (21), depois de ficar três meses no país asiático. Na bagagem, ela trouxe as cinzas das filhas Michele e Akemy Maruyama, de 29 e 27 anos, em duas urnas, e disse que quer guardá-las no mesmo cemitério onde está enterrado o outro filho.

Akemi morava no Japão havia uma década e deixa três filhas, de 12, 5 e 3 anos. As duas mais novas são filhas do peruano, suspeito do crime.

A mãe das brasileiras desembarcou no Aeroporto Internacional de Campo Grande às 8h (de MS) e era esperada por duas amigas e uma das netas, que é filha mais velha de Akemy. A menina de 12 anos mora com o pai na capital.

Além de buscar as urnas, a ida para oJapão também foi para tentar a guarda das filhas de Akemy com o peruano. As crianças estão atualmente em um abrigo e Maria disse que não foi autorizada a vê-las.

“Não me permitiram ver [minhas netas] nem pelo vidro. Acredito que o Japão foi arbitrário comigo, não me deixaram ver nem pelo vidro”, lamentou em entrevista à imprensa ao sair da sala de desembarque.

Sem filhos

Além de Michele e Akemy, Maria também teve outro filho, que morreu há seis anos. Ela lamenta que os três morreram do mesmo jeito, estrangulados, mas ressalta que no caso do filho, foi em um suicídio. “Parece ironia do destino”, afirmou.

O rapaz está enterrado no cemitério do Cruzeiro, na capital sul-mato-grossense, e o desejo da mãe é levar as cinzas das filhas para o mesmo local.
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“Quero fazer uma lápide, uma casinha assim com vidro resistente para colocar as duas urnas. Não quero enterrar porque não há necessidade, mas quero que fiquem juntos. As cinzas estão em porcelanas, com os nomes delas, por isso quero deixar em uma casinha de vidro”, explicou.

Corpos queimados

Michele e Akemy eram campo-grandenses e foram encontradas mortas no apartamento onde moravam em Handa, província de Aichi ken, depois que os bombeiros foram chamados para um incêndio. Os corpos estavam carbonizados e tinham sinais de estrangulamento, segundo a imprensa local.

A primeira a ser identificada foi Akemy. Já Michelle demorou alguns dias porque o governo não tinha informações de que ela residia com a irmã. O suspeito do crime é um peruano, ex-marido de Akemy, e está preso. A polícia acredita que, depois de matar as duas mulheres, o autor do crime espalhou o combustível para atear fogo no apartamento e eliminar possíveis vestígios.

Maria Aparecida lembrou que o peruano tinha comportamento agressivo e chegou a agredir outra neta em 2014, filha de Akemy. A criança, na época, com 9 anos, foi tirada da guarda da mãe e levada para o abrigo até ser trazida pela avó para o Brasil, onde hoje mora com o pai.

Os corpos das brasileiras foram cremados no dia 31 de janeiro, no crematório de Handa. A cerimônia de cremação foi realizada exatamente um mês depois que os corpos foram encontrados.
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A mãe de Akemi diz que a filha foi casada seis anos com o peruano, com quem teve as duas meninas mais novas, mas estava separada havia três meses. Ela também contou que o ex-companheiro fazia ameaças, mas a filha não acreditava que ele seria capaz de cumpri-las.

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