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Justiça decreta prisão de prefeito eleito

Justiça decreta prisão de prefeito eleito

Eleito para comandar a cidade da Grande SP com 79% dos votos, ele é acusado de lavagem de dinheiro e associação ao crime organizado.
A Justiça decretou, nesta sexta-feira (9), a prisão preventiva do vereador e prefeito eleito de Embu das Artes, Ney Santos (PRB). Ele é acusado de ser um dos responsáveis por lavar o dinheiro do tráfico de drogas comandado pela facção criminosa PCC. Até as 12h, o político ainda não havia sido localizado pela polícia e era considerado foragido.
Além de Santos, outras 13 pessoas são alvo de mandados de prisão na Operação Xibalba, deflagrada nesta manhã pelo Ministério Público (MP) com o auxílio de policiais militares. Sete delas já estavam presas às 12h. Também foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão.
Promotores e PMs com cães farejadores foram logo cedo, por volta das 6h, às duas residências que Santos possui em Alphaville, bairro nobre do município de Barueri. Eles vasculharam as casas, mas não o encontraram.
De acordo com o MP, o prefeito eleito lavava as quantias arrecadadas pelo crime organizado com o tráfico em postos de combustível. Em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, o político afirmou ser dono ou sócio de seis estabelecimentos do tipo. Ele informou possuir um patrimônio de R$ 2,065 milhões e que grande parte deste montante (R$ 1,6 milhão) era guardado em dinheiro vivo.
Como mostrou o SPTV, esta não é a primeira vez que Santos tem o nome ligado ao PCC. Em 2010, a polícia apreendeu computadores, máquinas de contar dinheiro e uma Ferrari avaliada em mais de R$ 1 milhão em seus endereços. À época, ele era suspeito de uma extensa lista de crimes, que inclui lavagem de dinheiro, estelionato, sonegação fiscal, adulteração de combustível e formação de quadrilha

Santos é o segundo prefeito eleito na Grande São Paulo a entrar na mira da Justiça nesta semana. Na terça-feira (6), Rogério Lins (PTN), que saiu vencedor na última eleição de Osasco, já havia tido a prisão decretada por suposto envolvimento com um esquema que desviou cerca de R$ 21 milhões dos cofres públicos, segundo o MP.
Polícia fez operação de busca e apreensão na casa de Ney Franco em Alphaville (Foto: TV Globo/Reprodução)

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