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Igreja em MS muda ritos da hóstia e do Pai Nosso por causa da H1N1

Igreja em MS muda ritos da hóstia e do Pai Nosso por causa da H1N1

A paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande, mudou alguns costumes como medida de prevenção contra a gripe H1N1. Segundo o portal G1, os fiéis são orientados a não dar as mãos para rezar o Pai Nosso e a hóstia não é mais entregue na boca.

“Estamos pedindo a compreensão daqueles que comungam da hóstia consagrada na boca para que tenhamos essa consciência do cuidado que deve ter ainda mais com um surto tão perigoso como o da gripe H1N1. Então orientamos para que a hóstia seja dada na mão”, disse o padre Reginaldo Padilha.

A igreja costuma receber milhares de pessoas, são cerca de 23 mil por mês. O santuário agora fica com as janelas abertas, mesmo nos dias mais frescos. Segundo a pneumologista Ângela Queiroz, o vírus é capaz de se espalhar rapidamente por meio do contato. Além disso, o vírus fica no ar de seis a oito horas, por isso ambientes fechados devem ser evitados.

“Ele fica em suspensão cerca de seis a oito horas, então fica vários vírus circulantes nesse ambiente. Como ele é um vírus que a via aérea superior que vai ser inalada, nariz e boca, então tenho que me proteger”, explicou a médica.

Apesar da mudança na tradição, os fiéis aceitaram a alternativa encontrada pela igreja para ajudar a prevenir o contágio da gripe A.

“Acho que todo cuidado é importante, visto que a gente está ameaçada por uma doença séria. É um momento difícil então a igreja tem que tomar suas precauções”, disse a aposentada Maristela Gois.

Na capital sul-mato-grossense já foram registradas nove mortes por H1N1 nos cinco meses de 2016. Além disso, um adolescente de 14 anos morreu com influenza B. Segundo a Secretaria do Estado de Saúde (SES), são 43 casos confirmados da gripe A e quatro da gripe B.

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