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Há bons motivos para nos animar um pouco mais

(*) Waldir Guerra

Ainda não dá para cantar vitória, mas já há bons motivos pra gente se animar um pouco mais. Explico: A reforma mais importante é a da Previdência porque sem ela o Governo Federal não vai conseguir fechar suas contas; pior, sem ela o atual governo de Michel Temer acaba.

Assim pressionado, o governo está usando a reforma da CLT, Consolidação das Leis do Trabalho, outra importante e também necessária reforma, para verificar se tem os votos necessários a fim de aprovar a Reforma da Previdência junto aos deputados.

Como se viu na semana passada os deputados aprovaram mais de 100 alterações na CLT. Algumas delas muito importantes e que irão animar a economia brasileira que anda de mal a pior. Por exemplo, como a que extingue o imposto sindical – aquela obrigação dos empregados pagarem um dia por ano do seu salário ao seu sindicato. Sem ela muitos sindicatos serão extintos no Brasil – felizmente pode-se dizer. Dou um bom exemplo: Segundo o jornal espanhol El Pais, o Brasil tem 17.082 sindicatos; enquanto a Argentina tem apenas 100. Aqui o governo federal repassa 3,6 bilhões de reais por ano aos sindicatos brasileiros e os TCUs, Tribunais de Contas, não podem fiscalizá-los. Gente! Por favor, vamos acabar com essa conversa mole, dinheiro público tem que ter fiscalização, sim.

Outra coisa, sempre é bom lembrar ao caro leitor que o Brasil tem 95% de todas as ações trabalhistas do mundo. Segundo as Nações Unidas existem 193 países no mundo todo. Fora o nosso, os demais países (192) só detém 5% dos processos – pensando bem, a gente poderia transferir-lhes metade dos processos, uns cinco milhões só para aprender com outros como lidar com isso.

Os que mais protestam contra as reformas são os “Fora Temer”, mas deduzo que eles não sabem o que querem. Olha, até já pensei em me incluir nessa turma quando tive dúvidas na capacidade de Michel Temer em controlar as contas do governo e confesso que ainda posso repensar a ideia caso este governo não consiga aprovar a Reforma da Previdência.

Nessas discussões todas gostaria de saber o que eles querem mesmo, pois protestam; fazem greves; dizem que irão chamar o “exército” do Stédile e até dizem que a Reforma da Previdência não é necessária, mas não me apresentam outros planos, outras boas soluções. Aquelas que eles apresentaram no governo Dilma nunca me convenceram e não seria agora que iria acreditar nelas – e por consequência nem neles.

Além disso, tenho também algumas dúvidas que não consigo entender. Se você, caro leitor entende, então, use meu e-mail aí em baixo e me ajude explicando por que nas greves, como as da semana passada e mesmo nas manifestações passadas, os Black Blocs, que se sabe estão a serviço de alguns partidos políticos da esquerda se infiltram nas manifestações e promovem quebra-quebras, brigas com a polícia e partem para agressões físicas; o que eles querem, afinal? Mais: Os “Fora Temer” querem colocar quem na Presidência da República?

Quanto a Reforma da Previdência é compreensível que sejam contrários a ela os que ficarão prejudicados e certamente perderão alguns direitos no futuro, mas o Brasil precisa equiparar os direitos na aposentadoria dos funcionários públicos com os privados, afinal, os direitos precisam ser iguais a todos, ora essa! Apesar disso tudo, sei que ainda é cedo, mas já há bons motivos pra gente se animar um pouco mais.

(*) Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal. ([email protected])

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