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Furacão Patricia entra em categoria máxima e ruma ao litoral do México

Fenômeno atingiu a categoria 5, máxima na escala Saffir Simpson.
Patricia deve atingir a costa pacífica mexicana ainda nesta sexta (23).

O furacão Patricia, o mais poderoso já registrado tanto no nordeste do Oceano Pacífico quanto no Oceano Atlântico, segundo a Organização Meteorológica Mundial, pode trazer efeitos desastrosos ao México, país a cujo litoral deve chegar ainda nesta sexta-feira (23).
Com ventos constantes de 325 km/h e máximos de 400 km/h, o furacão Patricia tornou-se o “mais poderoso que já surgiu no planeta em toda a história”, disse o diretor da Comissão Nacional de Água do México (Conagua), Roberto Ramírez.
“Não há um furacão em todo o planeta, em toda a história, que tenha chegado à velocidade de 325 km/h em seus ventos”, disse Ramírez.
O presidente do México, Enrique Peña Nieto, declarou que o país “enfrenta uma ameaça de grande escala” pelo Patricia, e destacou que a prioridade é “proteger e salvar a vida dos mexicanos”.
Peña Nieto afirmou pela rede social Twitter que o governo “está tomando todas as medidas preventivas necessárias para enfrentar esta emergência extraordinária”.
Em um boletim divulgado às 13h de Brasília, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou que o furacão alcançou categoria 5, a máxima na escala Saffir Simpson.
O furacão avança pelo Pacífico ao sudoeste do Porto de Manzanillo, na costa oeste do México, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).
O furacão se desloca a 17 km/h, mas pode reduzir sua velocidade à medida que se aproximar da costa. Deve atingir o solo no fim da tarde, ou à noite, de sexta, em uma zona costeira do estado de Jalisco, de acordo com a AFP.

Na quinta-feira (22), a Secretaria de Governo (Interior) ativou o comitê de emergências para coordenar as ações diante da chegada de Patricia.

Na zona, há “1.782 abrigos com capacidade para 259.000 pessoas, que serão ativados, se for necessário”, informou o coordenador nacional de Defesa Civil, Luis Felipe Puente, em entrevista coletiva.

“Continuamos patrulhando as comunidades aqui na costa, tanto na área de Puerto Vallarta, como em Melaque e La Huerta, alertando a população mais vulnerável para colocar em segurança”, disse o diretor da proteção civil, em Jalisco, José Trinidad López Rivas.

“Os abrigos estão abertos desde hoje muito cedo para receber as pessoas, e quem não sair das áreas perigosas está correndo um grande risco”, disse López Rivas.
O diretor da Comissão de Água, Roberto de la Parra, comentou que duas represas em Jalisco estão sendo drenadas, devido às fortes chuvas que Patricia deve provocar.
As aulas em Guerrero (sul) foram suspensas e, em Colima, os colégios não abrem a partir desta sexta.

G1

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