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Entidades veem o agronegócio como protagonista no Acordo do Clima

Entidades veem o agronegócio como protagonista no Acordo do Clima
Entidades do agronegócio avaliam que o setor tem ativos ambientais que o qualificam a assumir papel de protagonista no compromisso que o Brasil tem de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Em solenidade no Palácio do Planalto na última segunda-feira (12), o presidente Michel Temer ratificou a adesão do Brasil ao Acordo do Clima, firmado no final do ano passado em Paris para conter o aquecimento global.
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O Acordo tem como objetivo limitar o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, estabelecendo metas para cada país no tocante à redução das emissões de GEEs. O Brasil assumiu o compromisso de reduzir as emissões em 43% até 2030 se comparadas aos níveis de poluição de 2005.

Na avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor agropecuário pode liderar este processo, mas para que isso ocorra algumas questões precisam ser mais bem encaminhadas, a começar pela regulamentação do Código Florestal, com a adesão dos produtores ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a implantação do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
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De acordo com o coordenador de sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, outros dois pontos, que carecem de celeridade, se referem à necessidade de políticas públicas que fomentem a recuperação de áreas degradadas e estimulem a adoção de práticas agrícolas que diminuam as emissões e promovam o sequestro de carbono.

Na opinião da presidente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Elizabeth de Carvalhaes, o setor de florestas plantadas terá papel crucial no cumprimento das metas brasileiras por meio da capacidade de mitigação das emissões e de formação de estoques de carbono nas árvores. Cálculos da Ibá apontam, por exemplo, que os 7,8 milhões de hectares de florestas plantadas no País são responsáveis pelo estoque de aproximadamente 1,7 bilhão de toneladas carbono equivalente (CO2eq).

Além disso, a Ibá informa que o segmento também gera e mantém reservas de carbono da ordem de 2,48 bilhões de toneladas de CO2eq distribuídas em espaços de Reserva Legal, Áreas de Preservação Permanente e de Reservas Particulares do Patrimônio Natural. “Agora é essencial implantar políticas que consideram a biomassa como um produto de carbono neutro, quando obtida por meio do manejo sustentável, e reconhecer as contribuições positivas das florestas e seus produtos para atingir a meta proposta”, assinala a presidente da Ibá.

A União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) avalia a proposta brasileira de combate às mudanças climáticas como uma das mais arrojadas justamente pelo potencial que o País apresenta em relação às fontes energéticas não poluentes.

“De agora em diante, o Brasil precisa fazer a lição de casa e desenvolver um plano para a efetiva implantação das metas previstas para 2030, o que requer a realização de investimentos o quanto antes”, pontua o diretor-executivo da entidade, Eduardo Leão de Sousa. No entender da Unica, o alcance das metas inclui uma maior participação de fontes renováveis na matriz energética, como, por exemplo, a energia elétrica gerada a partir da biomassa – com previsão de crescimento de mais de 300% em relação a 2014 -, e do etanol, cujo consumo projetado no País saltará dos atuais 28 bilhões de litros por ano para mais de 50 bilhões em 2030.

Fonte: Datagro

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