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É hora de uma revolução no WhatsApp

WhatsApp: aplicativo perde em comparação com seus concorrentes no quesito funcionalidades
Victor Caputo Victor Caputo, de EXAME.com
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São Paulo – Na semana passada, a Apple disponibilizou para download a nova versão do iOS, seu sistema operacional para dispositivos móveis (iPhones e iPads). Uma das grandes mudanças que o iOS 10 traz é a renovação do iMessage.
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    O sistema de mensagens da Apple vem com novos recursos e permite que outros apps sejam usados ali dentro—eles vão de stickers até outros com uso prático, como Evernote.

    Apesar de ter gostado muito da atualização, não usei o iMessage durante a última semana. Um aplicativo de troca de mensagens não se define por seus recursos. Ele se define também por quem está lá para você conversar.

    No fim, poucas pessoas com as quais mantenho contato estão no iMessage. Meus amigos e familiares usam o WhatsApp como solução principal para troca de mensagens no smartphone.

    A verdade é que o WhatsApp, que hoje pertence ao Facebook, é bem pobre de recursos. Basta pegar listas de dicas de recursos do aplicativo. Entre as mais ousadas costumam figurar funções como ver quantas mensagens você já enviou, usar toques diferentes para cada conversa e silenciar grupos. Nada muito inovador.
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    Enquanto isso, basta uma olhada rápida na concorrência para ver que os apps de mensagens estão cada vez mais ricos. O iMessage trouxe ferramentas interessantes como enviar batimentos cardíacos, desenhos, além da já comentada integração com outros aplicativos.

    Fico imaginando o potencial que a Apple tem em mãos. Lançar uma versão do iMessage para Android poderia dar uma boa sacodida nesse mercado. É essencial estar em mais de um sistema se você quer ser usado por muitos usuários—e consequentemente dominar mercados.

    O Google sabe disso. Nesta semana, a empresa começou a disponibilizar a sua nova aposta para a troca de mensagens. Allo, o novo app, ainda não está disponível no Brasil. Ele traz soluções criativas, como a integração com um robô que pode realizar pequenas tarefas e buscar informações na internet.

    O próprio Messenger, do Facebook, traz recursos que fazem o WhatsApp parecer sem graça. Nas últimas semanas, passei a testar alguns bots lá dentro. Um deles, o ShelfJoy, me sugere livros diariamente. Além disso, o Messenger aceita integrações e permite, por exemplo, o envio de dinheiro e pagamentos pela plataforma.

    Do jeito que eu vejo neste momento, o WhatsApp parece estar dando sopa para a concorrência. O aplicativo é, basicamente, o mesmo desde que comecei a usá-lo anos atrás. Mesmo assim, ainda reina como o app mais usado para troca de mensagens no Brasil e em diversos países do mundo. Por aqui, 76% dos usuários de smartphones usam o app.

    Não parece improvável, no entanto, que um concorrente que ofereça recursos interessantes e capaz de captar um número considerável de usuários possa acabar o reinado do WhatsApp. Com tanta concorrência aparecendo, parece uma boa hora para uma revolução no WhatsApp.

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