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Dossiê Giroto: fazendas, construção milionária e seis terrenos no Dahma

Edson Giroto, engenheiro, ex-secretário de Estado de Obras e ex-deputado federal por Mato Grosso do Sul. Um dos expoentes do Partido da República no Estado, candidato à prefeitura de Campo Grande em 2012. Para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, o extenso currículo (aqui resumido) acabou-se no seguinte fato: Giroto é integrante, e dos mais ativos, de organização criminosa especializada em fraude em licitação e desvio de dinheiro público.
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Para sustentar a afirmação, um verdadeiro dossiê, que contou ainda com o trabalho da Controladoria-Geral da União, foi enviado à juíza federal Monique Marchiolli Leite. Para se ter uma ideia, em dado momento da vida pública, a família Giroto chegava a gastar mais de R$ 20 mil mensais apenas em cartão de crédito.

O TopMídiaNews teve acesso a documentação e apresenta os principais pontos a seguir, acompanhe:

2010 – Para mostrar supostas operações ilegais do ex-secretário, a PF e o MPF levantaram a vida financeira de Giroto nos últimos seis anos, com base em dados bancários e do Imposto de Renda. Já em 2010, mesmo com uma renda mensal oficial de R$ 25 mil, ele chegava a ter depósitos em conta que passam da casa dos R$ 130 mil a cada 30 dias. Os ‘estranhos’ números também se aplicam às ‘mulheres de Giroto’. A esposa, Rachel Giroto (presa no mesmo dia do marido), teve renda anual de R$ 50 mil, mas movimentou R$ 450 mil. A ex-esposa, Solange Maria Pires, recebeu R$ 40 mil em 2010, mas movimentou R$ 199 mil. Este é apenas o fio da meada.

2011 – Neste ano, a investigação é bem sucinta ao relatar as contas de Giroto: ele teve ganhos de R$ 1 milhão no ano, mas movimentou três vezes mais, R$ 3 milhões. É no ano seguinte que a chapa começa a esquentar realmente para o ex-deputado federal.

2012 – Aqui a situação começa a se complicar para Giroto. Neste ano, ele começa a construir a mansão no Damha I, local que já foi alvo de duas batidas da Polícia Federal. Só de material de construção naquele ano foram gastos R$ 175 mil, e obra ainda levou outros dois anos para ser concluída. O empreendimento foi assumido pela Construtora Maksoud Rahe Ltda., e a Polícia Federal desconfia que os valores foram mesmo é bancados pela empreiteira, na possibilidade de supostas ‘ajudas’. Neste ano, Rachel Giroto também abre o Studio 7 Centro de Beleza, empreendimento que pode ter ajudado em suposta lavagem de dinheiro.
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2013 – Aqui o enriquecimento de Giroto salta aos olhos. Só neste ano compra mais dois terrenos no Damha, em nome de uma das filhas. Adquire ainda parte das Fazendas São Francisco e Maravilha. O que foi pago em prestações nestes investimentos: R$ 660 mil. A casa em construção no Damha I consome mais R$ 450 mil em materiais de construção. Na declaração do IR, a PF afirma que Giroto ainda omitiu a compra de mais quatro terrenos no Damha IV, para duas filhas, e a venda de um apartamento no Rio de Janeiro, comprado por R$ 500 mil em 2009 e vendido por R$ 1,7 milhão em 2013. Ainda recebe renda não explicada do Banco Rural: R$ 200 mil ao mês. Ainda neste ano, a empresa Studio 7 divide R$ 1,2 milhão em juros, quando teve arrecadação bruta de R$ 1,6 milhão, dado contestado pela CGU e Receita.

2014 – Pra completar, em 2014 gastou mais R$ 333 mil em parcelas da Fazenda Maravilha. Ainda comprou mais R$ 900 mil em material de construção para a casa do Damha I. Os dados levam em conta apenas a pessoa física de Giroto e do casal. Mas a PF ainda investiga o cunhado do ex-secretário e sociedades com aliados, como Wilson Mariano. Logo, o relatório aqui é apenas parte do patrimônio de Giroto.

2015 – Sem os dados ainda ‘fechados’ da Receita Federal, o documento apenas coloca suspeita no pagamento de R$ 500 mil por 1/3 da Fazenda Maravilha. Há suspeita de mais ‘problemas’ financeiros. Folha de Dourados

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