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Dólar encosta a R$3,20 após notícia sobre Hillary e PIB dos EUA

Dólar encosta a R$3,20 após notícia sobre Hillary e PIB dos EUA

A moeda já subia de forma consistente desde cedo, influenciada pelo crescimento mais forte do que o esperado na economia dos EUA
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Por Claudia Violante, da Reuters

Dólar em queda após corte na taxa Selic
Dólar: o dólar avançou 1,3%, a 3,1965 reais na venda, perto da máxima do dia, de 3,2056 reais
São Paulo – O dólar fechou a sexta-feira com alta de 1,3 por cento, bem próximo do patamar de 3,20 reais, impactado pela notícia de que o FBI abriu nova investigação sobre emails da candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, algo que poderia arranhar sua candidatura.

A moeda norte-americana já subia de forma consistente desde cedo, influenciada pelo crescimento mais forte do que o esperado na economia dos Estados Unidos, em meio às apostas de que os juros devem voltar a subir neste ano na maior economia do mundo. A proximidade da formação da Ptax também pesou.

O dólar avançou 1,30 por cento, a 3,1965 reais na venda, perto da máxima do dia, de 3,2056 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,60 por cento no final da tarde.

Na semana, a moeda norte-americana acumulou ganhos de 1,14 por cento sobre o real, interrompendo três quedas semanais seguidas.

“Ninguém quer ficar vendido no final de semana com esse tipo de notícia no ar”, resumiu um operador de uma corretora nacional, referindo-se às eleições norte-americanas.

O FBI informou nesta tarde que a agência vai investigar emails adicionais que surgiram relacionados com o uso de um servidor de email pessoal de Hillary para determinar se contêm informações sigilosas, acrescentando que não está claro o quão significativo o novo material pode ser.

A candidata democrata agrada mais ao mercado do que o republicano Donald Trump e a notícia saiu a poucos dias da eleição norte-americana, em 8 de novembro. Até agora, Hillary tem estado à frente nas pesquisas de opinião.

Uma das moedas mais afetas pela notícia foi o peso mexicano, que passou a subir por causa da posição adversa que Trump tem em relação aos imigrantes.

Durante toda a sessão, o dólar exibiu forte valorização ante o real, com a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu à taxa anual de 2,9 por cento no trimestre passado, melhor que a previsão de alta de 2,5 por cento em pesquisa Reuters..

Com o resultado, os juros futuros dos EUA passaram a precificar chances de 83 por cento de o Federal Reserve, banco central do país, elevar a taxa de juros na reunião de 13 e 14 de dezembro, acima das apostas de 78 por cento na véspera, de acordo com o programa FedWatch do CME Group.

Após da notícia sobre Hillary as apostas recuaram para 74 por cento.

A trajetória de elevação do dólar no Brasil ainda teve sustentação na briga pela formação da Ptax –taxa mensal que serve de referência para diversos contratos cambiais– no final do mês.

Também pesou o fato de o Banco Central ter anunciado que deixará de anular integralmente os swaps tradicionais –equivalente à venda futura de dólares–, com vencimento em 1º de novembro. Hoje, esse estoque está em 2,96 bilhões de dólares, segundo o BC.

O BC vendeu nesta manhã o lote integral de 5 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda.

Os ingressos de recursos por conta da regularização de ativos brasileiros no exterior chegaram a suavizar um pouco os ganhos do dólar ante o real em momentos do dia, mas foram insuficientes para inverter a trajetória.

Segundo profissionais, o fluxo já estaria se esgotando.

“Na minha avaliação, acredito que o principal fluxo da repatriação já aconteceu”, comentou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

O prazo para regularização termina na próxima segunda-feira. Segundo a Receita Federal, até as 17:00 de quinta-feira, a arrecadação com imposto e multa no âmbito da regularização havia chegado a 45,78 bilhões de reais.

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