Economia

Dólar acompanha cenário externo e fecha em queda a R$ 3,81

São Paulo – O cenário internacional voltou a determinar a queda do dólar no Brasil, que há mais de uma semana se mantém abaixo dos R$ 4,00.

A moeda norte-americana fechou em baixa de 1,70% nesta quinta-feira, 8, a R$ 3,810, menor cotação desde 9 de setembro.

Embora o ambiente político no Brasil continue a dar sinais de instabilidade, os investidores voltaram a reduzir posições compradas em dólar, amparados principalmente na melhora de humor dos mercados internacionais nos últimos dias, o que faz o dólar perder valor também frente a outras moedas.

A ata da reunião do Federal Reserve, divulgada no meio da tarde, foi recebida pela maioria dos analistas como um sinal de que o BC norte-americano deverá adiar mais uma vez o esperado aumento de juros da economia, o que beneficia os mercados emergentes, como o Brasil.

Embora o documento enfatize que os dirigentes acreditam que os juros vão subir este ano, o texto mostra que eles estavam preocupados com a inflação e os desenvolvimentos no exterior.

Na visão de analistas, a ata mostra um Fed “dovish” (inclinado a manter o atual patamar de juros).

O discurso do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, simultaneamente à divulgação da ata, foi outro fator importante para a queda do dólar e dos juros futuros.

No encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Lima, no Peru, Tombini voltou a garantir que as atuais condições monetárias serão mantidas por “período suficientemente prolongado” e disse que as taxas do mercado futuro não são referência para o BC.

O cenário político desfavorável para o governo continuou a ser acompanhado de perto pelos investidores, mas não gera pânico no mercado, como acontecia semanas atrás.

No rol das preocupações do governo estão as tentativas frustradas de votar os vetos presidenciais no Congresso Nacional, a ação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar a campanha presidencial e a rejeição das contas públicas em 2014 pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que incluem as pedaladas fiscais.

Tanto no caso do TSE como no do TCU, os desdobramentos têm poder para conduzir o País à abertura de um novo processo de impeachment.

No mercado, já há parcela que vê no processo de impeachment a chance do fim do imbróglio político, mesmo que esse processo demore meses e traga mais volatilidade em um primeiro momento.

Diante da falta de uma definição maior na cena política, a cautela tem prevalecido, inclusive com a redução da liquidez nos mercados, aumentando a volatilidade. EXAME

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