Brasil

'Dispararam mais de mil tiros de fuzil', diz delegado sobre assalto a Prosegur

Ação terminou com um PM morto na madrugada desta terça em Ribeirão.
Pelo menos 20 homens participaram do tiroteio que durou 40 minutos.
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Ataque planejado
O assalto ocorreu por volta das 4h30 desta terça-feira no prédio da Prosegur, que fica na Avenida Saudade, zona norte da cidade. Segundo o tenente da PM Tiago Pedroso, viaturas da PM faziam patrulhamento pela região quando se depararam com um comboio formado por 15 carros e um caminhão.
“Essa viatura foi alvejada, os policiais revidaram. Os indivíduos pararam em frente a Prosegur e tentaram explodir. As outras viaturas foram acionadas e fizeram um cerco conforme plano de ação”, disse.
A quadrilha bloqueou as ruas de acesso à avenida usando veículos e espalhou pregos pelas vias para dificultar a aproximação da polícia. Em seguida, atirou contra o transformador de um poste, deixando 2,2 mil imóveis e as ruas do bairro Campos Elíseos no escuro. Moradores de diferentes bairros e vizinhos ao local filmaram a ação.
De acordo com o tenente, o grupo estava fortemente armado e tinha desde pistolas a fuzis 556, 762, ponto 50, uma munição capaz de derrubar aviões.
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Segundo o diretor do Deinter, a quadrilha usou dinamite para explodir o prédio e acessar o cofre. “Tiveram a tranquilidade para estourar as paredes, cortar as grades de acesso ao cofre e tirar todo dinheiro que lá se encontrava.”
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O diretor afirma que mil tiros foram disparados pelos assaltantes em direção aos policiais em uma ação muito bem calculada e arriscada. Na fuga, o grupo se dividiu e uma família ainda foi rendida em casa pelos suspeitos, que roubaram o carro das vítimas.
Parte da quadrilha cruzou com uma viatura da Polícia Militar Rodoviária na rodovia Anhanguera e atirou contra os policiais. O cabo Tarcísio Wilker Gomes, de 43 anos, foi baleado na cabeça, chegou a ser levado à Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE), mas não resistiu aos ferimentos. Gomes era casado e pai de um menino de 8 anos.
“Nós podemos dizer que são pessoas altamente especializadas. Pessoas altamente treinadas com roupas pretas, coletes a prova de bala, tocas ninja, todos usavam luvas, armamento exclusivamente sofisticado. Os tiros disparados contra transformadores fazem parte da técnica. Você apaga a luz onde você se encontra e a luz fora permite que você visualize as pessoas que se aproximam. Ou seja, a polícia está no claro e o bandido está no escuro.”G-1

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