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Deputados ignoram protestos e aumentam impostos ao povo

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Depois de dois dias de protestos, o Projeto de Lei que prevê o aumento de impostos para bebidas alcoólicas, cigarro, derivados do fumo, refrigerantes, perfumes, cosméticos foi aprovado, em segunda votação, pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa. Já a discussão sobre o ITCD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação) foi retirada, pelo menos por enquanto, de pauta.

Dessa forma, o governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, já pode decretar o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para os itens descritos.

Os deputados que votaram a favor foram: Barbosinha (PSB), Beto Pereira (PDT), Jorge Taquimoto (PDT), Mara Caseiro (PTdoB), Paulo Correia (PR), Antonieta Amorim (PMDB), Eduardo Rocha (PMDB), Maurício Picarelli (PMDB), Renato Câmara (PMDB), Angelo Guerreiro (PSDB), Flávio Kayatt (PSDB), Onevan de Matos (PSDB), Rinaldo Modesto (PSDB), Zé Teixeira (DEM), Márcio Fernandes (PRdoB) e Lídio Lopes (PEN).

O placar final ficou esses 16 deputados contra os seis a seguir, que recusavam o pacote de impostos: Felipe Orro (PDT), Marquinhos Trad (PMDB), Pedro Kemp (PT), Amarildo Cruz (PT) , Cabo Almi (PT), João Grandão (PT).

Interessante notar que o deputado Onevan de Matos (PSDB), do mesmo partido do governador do estado Reinaldo Azambuja, disse momentos antes que iria votar contra o projeto, mas na hora do ‘vamos ver’, votou a favor.

O resultado causou espanto, até mesmo porque o Cabo Almi (PT) tinha dito à imprensa que participou da reunião antes da sessão e já tinha computado mais de 10 votos contrários. “Não tem acordo, o governo vai ter que rever esse projeto, porque dificilmente passará pela Casa”, destacou, momentos antes do aumento do ICMS ser aprovado.

Críticas

O primeiro-secretário da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), Roberto Oshiro, fez campanha contra o ‘tarifaço’ a todo momento. “Antes da sessão conversei com os deputados, o governador mandou um anexo detalhando os cosméticos, conforme minha solicitação. Acredito que os deputados não devem votar o projeto hoje porque eles terão que tomar conhecimento dessas novas informações”, tinha dito, com esperança no adiamento.

Apesar das suas reivindicações terem sido atendidas, Roberto Oshiro está apreensivo com o resultado desta votação. “O atual governo é pior que o outro, sinto falta do André Puccinelli. Esse governo é muito resistente, sem diálogo. Eles não pensam que o imposto vai prejudicar o comércio”, desabafou.

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