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Delcídio diz que Lula comandava esquema corrupto na Petrobrás e Dilma sabia de tudo

Delcídio diz que Lula comandava esquema corrupto na Petrobrás e Dilma sabia de tudo

Capa da Veja desta semana, o senador Delcídio do Amaral – sem partido – revelou em entrevista à revista que o ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, era o grande responsável em comandar o que chama de maior esquema de corrupção da história do Brasil na Petrobrás.

De acordo com Delcídio, a presidente Dilma Rousseff (PT) também sabia das negociações quando Lula estava a frente do país e se aproveitou do esquema.

“O Lula negociou diretamente com as bancadas as indicações para as diretorias da Petrobras e tinha pleno conhecimento do uso que os partidos faziam das diretorias, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. O Lula comandava o esquema”, contou e em seguida completou, “a Dilma herdou e se beneficiou diretamente do esquema, que financiou as campanhas eleitorais dela”.”, disse.

O senador, que foi preso em novembro do ano passado por tentar atrapalhar as investigações da Lava-Jato, também serviu como uma espécie de ‘consultor’ do ex-presidente, que sempre o procurava para conversar sobre o andamento e os rumos a qual a operação poderia tomar.

“O Lula sabia que eu tinha acesso aos servidores da Petrobras e a executivos de empreiteiras que tinham contratos com a estatal. Ele me consultava para saber o que esses personagens ameaçavam contar e os riscos que ele, Lula, enfrentaria nas próximas etapas da investigação. Mas sempre alegava que estava preocupado com a possibilidade de fulano ou beltrano serem alcançados pela Lava-Jato. O Lula queria parecer solidário, mas estava mesmo era cuidando dos próprios interesses. Tanto que me pediu que eu procurasse e acalmasse o Nestor Cerveró, o José Carlos Bumlai e o Renato Duque. Na primeira vez em que o Lula me procurou, eu nem era líder do governo. Foi logo depois da prisão do Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, preso em março de 2014). Ele estava muito preocupado. Sabia do tamanho do Paulo Roberto na operação, da profusão de negócios fechados por ele e do amplo leque de partidos e políticos que ele atendia. O Lula me disse assim: “É bom a gente acompanhar isso aí. Tem muita gente pendurada lá, inclusive do PT”. Na época, ninguém imaginava aonde isso ia chegar”, disse à revista.

Outro ponto destacado por Delcídio do Amaral seria uma espécie de receio de Lula com a presidente Dilma Rousseff. Ao ser questionado sobre a sintonia entre ambos, disse que nem sempre foi como parece atualmente.

“O Lula tinha a certeza de que a Dilma e o José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça, o atual titular da Advocacia-Geral da União) tinham um acordo cujo objetivo era blindá-la contra as investigações. A condenação dele seria a redenção dela, que poderia, então, posar de defensora intransigente do combate à corrupção. O governo poderia não ir bem em outras frentes, mas ela seria lembrada como a presidente que lutou contra a corrupção” contou.

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