Beleza

Ciência prova que a beleza está nos olhos de quem vê

São Paulo – Um estudo publicado na revista Current Biology prova que a beleza realmente está nos olhos de quem vê. Os pesquisadores descobriram que muito do que atrai as pessoas é guiado por suas experiências individuais.

Para fazer a pesquisa, os cientistas criaram um teste online (que você pode fazer aqui) com 200 imagens de rostos diferentes – alguns foram gerados por computadores para melhor imitar o que vemos no mundo real.

Mais de 35 mil voluntários visitaram o site para dizer quais eram os aspectos faciais de uma pessoa que eles achavam mais atraentes. Eles precisaram dar notas em uma escala de 1 (nenhuma atração) a 7 (super atração).

De acordo com os cientistas, esta parte do estudo ajudou a reforçar a noção de que as preferências físicas de uma pessoa são relativamente previsíveis.

“Nós podemos prever cerca de 50% das preferências de uma pessoa aleatória com preferências de outro indivíduo aleatório”, explica Jeremy Wilmer, um dos autores do estudo, ao site Smithsonian.

Na segunda fase da pesquisa, os cientistas entregaram o mesmo teste para 547 pares de gêmeos idênticos e 214 pares de gêmeos não-idênticos. Eles queriam estimar a contribuição relativa dos genes para comparar com as preferências pessoais.

Estudos anteriores, que usaram gêmeos como participantes, mostraram que os genes tinham grande influência na percepção e no comportamento. Mesmo testes de reconhecimento facial pareciam ser impulsionados pela genética.

Porém, o que esta nova pesquisa revelou foi que as preferências de uma pessoa são baseadas, principalmente, em experiências. Além disso, eles também notaram que elas são extremamente específicas para cada ser humano.

Segundo os cientistas, as bagagens pessoas de cada um são tão sutis, que elas não estão relacionadas com a escola que a pessoa foi ou outros fatores socioeconômicos.

“Elas [as experiências] são muito mais individuais, incluindo nossas experiências únicas, altamente pessoais com amigos ou colegas”, disse Laura Germine, pesquisadora do estudo, em um comunicado.

Próximos passos

Após esta descoberta, os pesquisadores querem identificar, especificamente, quais são os aspectos faciais que atraem a atenção de cada indivíduo. Além disso, eles também querem saber quais são as experiências que mais tem impacto quando o assunto é atração.

“São apenas as experiências com os amigos e outras pessoas significativas. Ou são apenas as experiências de estar na rua e passar por um grupo de pessoas desconhecidas?”, questiona Wilmer.

Os cientistas também revelaram que querem compreender de onde vem outras preferências humanas, como o amor pela arte ou por um animal de estimação. “Todas estas questões retornam para uma ampla questão filosófica: o que é a beleza? De onde ela veio?”, finaliza Wilmer.
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