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Chuvas e tráfego deixam rodovias em situação crítica no Cone Sul

A MS-156 entre Amambai e Caarapó tem trechos quase intransitáveis. Na “Guaira-Porã” buracos isolados colocam em risco a segurança.
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Com trechos praticamente intransitáveis, carretas e veículos tem que trafegar em zig zag para se livrar dos buracos no asfalto na MS-156. Esta caminhonete teve o pneu dianteiro dilacerado pelos buracos. Cenas como essas são comuns entre Amambai e Caarapó. (Fotos: Vilson Nascimento)
Vilson Nascimento

As fortes e frequentes chuvas que caíram em toda a região desde o início de novembro até o final da primeira quinzena de dezembro, além de provocar estragos nas cidades e principalmente em pontes e estradas vicinais dos municípios, também danificaram rodovias estaduais, transformando o tráfego pela região em sinônimo de prejuízoe em uma aventura perigosa no Cone Sul do Estado, em Mato Grosso do Sul.

A situação que já era delicada pela falta de manutenção se agravou mais com a destruição, por conta das chuvas, de dois aterros, um na BR-163 no trecho entre Itaquiraí e Eldorado, rodovia federal de tráfego intenso que corta o país de norte a sul e outro em uma possível desvio, que seria a recém pavimentada MS-180 interligando as cidade de Juti a Iguatemi.

Com a trafegabilidade comprometida nesses dois trechos de rodovias, todo o fluxo da rodovia federal passou a ter como rota alternativa a MS-156 entre Amambai e Caarapó a chamada “Guaira-Porã”, que liga o Distrito de Sanga Puitã, em Ponta Porã a BR-163, na cidade de Eldorado.

Com o aumento da trafegabilidade, principalmente de veículos de carrega carregadosprincipalmentede grãos para a região sul do país, tendo em vista que as empresas estão em período de desocupação dos armazéns para receber a safra de soja 2015/2016, que começa a ser colhida no final de janeiro, as rodovias da região não estão suportando.

No trecho de aproximadamente 70 quilômetros entre Amambai e Caarapó, que já estava em estado precário de conservação com a falta de manutenção, com o aumento do tráfego, acabou se deteriorando ainda mais e agora tem trechos quase que intransitável.

Já nos trechos que compõe a Guaira-Porã, os cerca de 90 quilômetros da MS-386 ligando Sanga Puitã a Amambai, os 70 quilômetros da MS-156 ligando Amambai a Tacuru e os cerca de 83 quilômetros da MS-295 interligando Tacuru a Eldorado, passando pelo município de Iguatemi, que foram recapadosno ano passado, o perigo é ainda maior.

Acontece que grande parte da rodovia, que não tem acostamento, ainda está em boas condições de trafegabilidade, mas alguns pontos isolados o asfalto já apresenta buracos, alguns deles tomando praticamente toda a pista, o que acaba surpreendendo os motoristas e provocando sérios riscos de acidentes.

Na MS-156 entre Amambai e Tacuru são pelo menos três trechos críticos. Um na entrada da região conhecida como Kurussuambá, outro na margem esquerda do Rio Jogui, onde na noite de terça para quarta-feira (15) um motorista acabou saindo da pista ao passar sobre os buracos na rodovia e outro em uma curva acentuada, a cerca de cinco quilômetros da cidade de Tacuru.

Já na MS-295 entre Tacuru e Iguatemi o trecho mais crítico está na região da Fazenda Progresso e nas proximidades do também Rio Jogui.

Na MS-386 entre Amambai e Sanga Puitã a situação está mais crítica nas proximidades da seringueira, próximo ao acesso à Fazenda Cascata e na altura do acesso a cidade de Laguna Carapã, em um trecho da rodovia estadual que corta o município de Aral Moreira.

Em relação a Guaira-Porã, que ainda está sob garantia das empresas que realizaram o recapeamento concluído no ano passado, o diretor regional da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimento de Mato Grosso do Sul), com sede em Amambai, o engenheiro civil Stefano de Briga, informou que o órgão estadual realizou as notificações sobre a necessidade dos reptos e uma delas, responsável pela MS-295 entre Tacuru e Eldorado, já realizou levantamentos no local.

Em relação a MS-156 entre Amambai e Caarapó, Stefano de Brida informou que a empresa responsável pela manutenção, a Juha Engenharia, iniciou os trabalhos de “tapa-buracos” na quinta-feira, dia 17, mas o trabalho será lento tendo em vista o grau de deterioração do asfalto.

O Governo do Estado informou que um processo de licitação para recuperar definitivamente o trecho de rodovia estadual já está em andamento.

Danos em Amambai

As duas rodovias, a MS-156 que liga Amambai a Caarapó e a Guaira-Porã cortam o centro comercial da cidade, em Amambai.

Isso, além de deixar extremamente complicado e perigoso do trânsito na cidade, sobretudo por conta do tráfego de veículos pesados, está causando prejuízos como a deterioração das ruas, fator que vem preocupando a Prefeitura local.

Na semana passada o prefeito de Amambaí, Sérgio Diozébio Barbosa esteve visitando as obras de recuperação do aterro rompido na BR-163 entre Eldorado e Itaquiraí, onde cobrou da CCR Vias/MS, a concessionária da rodovia federal, maior rapidez na recuperação, mas a notícia é que as obras no local deverão se estender até o mês que vem, janeiro.

A reportagem do A Gazetanews também esteve no aterro rompido na MS-180 entre Juti e Iguatemi e constatou que as obras de recuperação, que estavam em andamento foram concluídas neste início de semana e o tráfego já foi restabelecido.

Até o final de semana uma passagem improvisada por dentro do curso d´água permitia o trânsito de veículos de passeio, caminhonetes e até ônibus pelo local, mas tornava impossível a trafegabilidade de caminhões e carretas carregadas.

Matéria atualizada às 18h para acréscimo de informações

Fonte: A Gazeta News

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