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Brasil é um dos maiores exportadores de carne e leite do mundo

Presença do médico veterinário nas fazendas melhora produtividade dos sistemas de criação

O Brasil cresceu muito no cenário internacional como provedor de alimentos. Detentor do maior rebanho bovino comercial do mundo, a partir dos anos 2000 destacou-se como um dos maiores exportadores de carne e leite. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que até 2050 a produção de alimentos deve aumentar em 70% para alimentar uma população mundial de 9,8 bilhões de pessoas. Desta forma, o país, com total aptidão agropecuária, é visto como um dos responsáveis para garantir essa produção.

Neste contexto, os profissionais médicos veterinários têm um papel fundamental. Para atingir altos índices de produtividade, vários aspectos devem ser avaliados, dentre eles, o melhoramento genético. É importante que o produtor esteja ciente do que vem acontecendo em relação às técnicas e tecnologias utilizadas. Atualmente a fazenda é considerada uma empresa rural e da mesma forma que uma empresa da cidade, precisa se adaptar ao mercado para continuar competitiva.

Segundo o delegado do Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS), João Júnior, existem várias biotecnologias reprodutivas que resultam em significativas melhorias genéticas no rebanho que podem ser empregadas na bovinocultura, tais como a inseminação artificial, a inseminação artificial em tempo fixo, a fertilização in vitro e a transferência de embriões. “No caso da inseminação está se multiplicando a genética do macho. É possível utilizar o sêmen (congelado e armazenado em botijões de nitrogênio) de um touro de grande destaque de qualquer parte do mundo em uma vaca de uma pequena propriedade”, comenta.

Com relação à fertilização in vitro, atualmente o Brasil é um dos países que mais utiliza esta tecnologia, que multiplica a genética da fêmea. “Então eu posso hoje também produzir na minha propriedade rural um terneiro de uma vaca dos Estados Unidos com um touro da Europa. Nós, médicos veterinários, trabalhamos fortemente em cima desse desenvolvimento genético e selecionamos zootecnicamente touros com algumas peculiaridades a mais para a nossa região. Por isso, agora quando se fala em melhoramento genético, procuramos também utilizar muitos touros do Rio Grande do Sul, que já estão mais adaptados ao ambiente”, salienta Júnior.

Além do trabalho com melhoramento genético, os médicos veterinários também vêm exercendo a função de administradores das fazendas com a apresentação de dados de produtividade. Conforme Júnior, estes dados são fundamentais para o produtor tomar decisões assertivas e terminar o seu ano financeiramente saudável. “É fundamental o médico veterinário estar pronto para atender esse mercado, que já é imenso e continua crescendo. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país já se trabalha muito com a categoria administrando fazendas e, no Rio Grande do Sul, os números são cada vez maiores”, ressalta.

O delegado do Simvet/RS destaca que a entidade vem trabalhando com os seus associados na questão de melhorar a qualidade da informação para os seus produtores. “É muito importante para o meio ambiente, para a população e para o próprio produtor rural unir questões técnicas com produtividade e qualidade”, observa.

Fonte: Agrolink 

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