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Após ‘gritos de ordem’, integrante do PCC é encontrado enforcado dentro da Máxima

Após ‘gritos de ordem’, integrante do PCC é encontrado enforcado dentro da Máxima

O interno José Alves do Ouro Filho, de 31 anos, foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira (26) na Penitenciária Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande. Agentes penitenciários encontraram o preso pendurado por uma corda no pescoço poucos minutos depois de ouvirem os internos entoarem gritos do que é considerado uma espécie de slogan da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Conforme o boletim de ocorrência, José Alves foi encontrado por volta das 15 horas, logo após o banho de sol dos internos do Pavilhão II, área destinada a integrantes do PCC. Ele estava pendurado ao teto, por uma corda no pescoço, no saguão do setor 2 A.

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Para a polícia, os agentes penitenciários relataram que minutos antes os presos do pavilhão II, ‘reunidos de forma ordenada, bradaram gritos de ordem da facção’: “Paz, Justiça, Liberdade e União”.

O preso era apontado pela Agepen (Agência Estadual de Administração Sistema Penitenciário) como integrante do PCC e também respondia a um processo na justiça por isso. Por participação na facção, José teve aumento de pena.

Em abril deste ano, a justiça ainda autorizou a transferência do interno para o Presídio Federal de Campo Grande, justamente pela posição de ‘chefia’ dele no PCC. O pedido partiu do diretor da Agepen depois que três ônibus foram incendiados na Capital, além do princípio de motim na Máxima após um pente-fino e também de ‘manifestações’ dos presos em unidades do interior.

Enquanto isso, a defesa tentava que José passasse por um novo cálculo da pena e tivesse progressão de regime, mas o pedido foi negado e apenas a transferência de unidades foi autorizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

José Alves cumpria pena por tráfico de drogas e associação para o tráfico na cela 006 do mesmo pavilhão em que a ‘assembleia’ aconteceu. Em 2011 foi detido por envolvimento ao roubo de um caminhão no estado de São Paulo. Na época do crime, a vítima foi mantida refém por cerca de 45 minutos. A morte do interno agora é investigada pela 3ª Delegacia de Polícia Civil como morte a esclarecer.

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