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Após ataque de pitbull, garota passa por inúmeras cirurgias para reconstruir seu rosto e usará um tubo de alimentação por toda a vida

Por Bruno Rizzato
Uma menina de sete anos foi violentamente atacada por pitbulls. Como resultado, sua língua e parte de sua mandíbula foram perdidas, no ano passado, e agora precisará aprender a viver com as cicatrizes deste terrível ataque.

Zainabou Drame brincava com outras crianças em uma rua de Cincinnati, nos EUA, quando foi atacada pelos cães dos vizinhos, em junho de 2014. A jovem perdeu a língua, a maioria de seus dentes e o terceiro osso de seu maxilar, e teve ferimentos graves, precisando ser colocada em coma induzido.

Agora, mais de um ano após o incidente e 12 cirurgias para reparar seu rosto, ela descobriu que terá de enfrentar muitos outros procedimentos médicos para tentar reparar seus danos, que serão permanentes.
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Zainabou está incapacitada de comer ou beber através de sua boca. Assim, ela precisará utilizar um tubo de alimentação conectado ao estômago para o resto de sua vida. Ela também não consegue respirar sozinha, dependendo de um aparelho em sua garganta, que muitas vezes corre o risco de ser obstruído. O ataque também a deixou muda, forçando-a a aprender a língua de sinais. Porém, sua família diz que a garota se esforça para, um dia, poder falar novamente.

A corajosa garota não perdeu a alegria, brinca diariamente com os amigos e voltou para a escola apenas três meses depois do ataque, onde possui sua própria enfermeira que precisa monitorar os tubos de respiração e alimentação. “Peço a Deus todos os dias para que ela possa voltar a ter uma vida normal, como todo mundo”, disse Abdoulaye Drame, seu pai, que nasceu no Senegal.

O ataque aconteceu em 4 de junho do ano passado, quando dois pitbulls, de propriedade de Zontae Irby, um vizinho, derrubou Zainabou e passou a atacá-la. Segundo seu avô, Leslie McElrath Jr., ela estava brincando com outras crianças da vizinhança quando os cães vieram correndo de uma cerca quebrada de sua casa.

“Um cão agarrou o rosto dela e literalmente o arrancou. O outro puxou sua boca para fora e quebrou sua mandíbula. Os médicos trabalharam nisso. Eles repararam o queixo e colocaram o tubo de traqueostomia em seu esôfago”, disse ele.
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Depois de ouvir os gritos da filha, sua mãe, Tanina, correu para fora com um taco de beisebol para bater nos dois cães, enquanto seu próprio cão, Cappuccino, também tentava afastar os cães maiores. Alguns policiais que estavam por perto viram a cena e correram para ajudar. Eles precisaram atirar nos cães para salvar a vida da garota.

O proprietário dos cães foi investigado, e acabou preso sob a acusação de porte ilegal de drogas, que pode ter influenciado na negligência com a cerca quebrada. A família também entrou com uma ação contra ele e sua mãe, Volores Branco. A polícia apreendeu um terceiro pitbull da propriedade de Irby, temendo novos ataques por irresponsabilidade do dono.

De acordo com o zootécnico e adestrador brasileiro Alexandre Rossi, popularmente conhecido como Dr. Pet, o problema dos ataques frequentes de pitbulls envolve má criação, pois a raça possui força e agilidade, que, quando não controladas, podem colocar as pessoas em risco.

“A grande maioria dos Pitbulls são dóceis com seres humanos. Mas como são animais determinados, fortes e muito ágeis, ataques podem ser fatais e ganham uma enorme publicidade na mídia, fazendo com que as pessoas criem a imagem de que todos os pits são assassinos. É preciso educar corretamente, recompensando os comportamentos corretos e mostrando que há limites”, explicou ele em entrevista para Luisa Mell, atriz e defensora dos animais.

Apesar de ter colocado a vida da garota em risco, pitbulls podem ter contato com crianças, desde que sejam bem treinados. “Muitos pitbulls são ótimos com crianças, mas não bastam boas intenções, é preciso saber educar e avaliar o comportamento, tanto do cão quanto das crianças que irão conviver com ele”, concluiu o Dr. Pet.

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