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Advogado de Ponta Porã elabora resposta sobre artigo publicado na Veja sobre a fronteira

Advogado de Ponta Porã elabora resposta sobre artigo publicado na Veja sobre a fronteira.
“Curiosamente nós, cidadãos de Ponta Porã, vivemos em um mundo que para alguns é um mundo à parte do restante, ou vivemos na lua, ou quem sabe onde… Façamos um esforço sobre humano para sairmos do casulo impenetrável de indiferença que, segundo o colunista, cerca Ponta Porã, para olharmos de fora e sentir o mesmo que o restante do mundo sente quando pensa em Ponta Porã. Nesse esforço desmedido começamos por entender a estrutura organizacional desta cidade, cidade esta, que por hora chamaremos de devaneios do colunista. Bom, ao que parece ela “sobrevive abertamente numa economia de contrabando, com suas próprias regras, que envolve o dia a dia de uma população inteira, nos dois lados da fronteira”.

Então podemos concluir que os 80.000 habitantes se debruçam exclusivamente no ilícito ofício do contrabando de forma generalizada, já que se formos especializar a atuação criminosa dos munícipes verá um seleto, mas numeroso grupo de talvez uns 40 % se dedicando ao tráfico de entorpecentes, outros 30% com certeza dedicar-se-iam ao crime de contrabando e descaminho, sobram uns 29 % que transitariam entre o tráfico de armas e explosivos. Ora, a conta não fecha, pois faltam aqueles criminosos especializados em “outros meios de destruição”, aí se enquadram a vendinha ao lado da escola que comercializa antrax, o trailer da avenida que vende tubinhos de gás mostarda, sem contar com a usina de enriquecimento de urânio, aliás, as bombas nucleares lançadas em Hiroshima e Nagasaki, provavelmente foram adquiridas na cidade dos devaneios do colunista. Teremos que contar também com a mão de obra infantil, a qual está na conta dos 80.000 habitantes, esses provavelmente são destinados ao serviço de embalagem e armazenagem das drogas, ou como “mandaletes” do tráfico, o famoso “vapor” na gíria da bandidagem. Olhando de fora e sem conhecer a cidade dos devaneios do colunista, vê-se um povo que não tem a menor preocupação com fatos ocorridos no Brasil, afina esta é uma área do país que “leva uma vida à parte”.

As pessoas dessa cidade seguramente não votam, não leem, sem dúvida tem suas próprias regras, sequer se submetem ao Estado Democrático de Direito ostentado pela Constituição Federal e personificado na figura do Estado soberano. A cidade dos devaneios do colunista é praticamente um resquício das antigas Cidades Estado da Itália. Nem se imagina como o povo desse lugar não se levantou contra o Estado soberano com um intento separatista, para formar uma prospera nação, a nação dos devaneios do colunista. Muito bem. Como as pessoas de verdade desse país tem muito mais o que fazer do que imaginar como seria essa cidade criada a partir de um devaneio, voltemos a realidade para tratar de uma cidade brasileira de verdade, uma cidade povoada por gente de verdade. Essa cidade brasileira se chama Ponta Porã.
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Ponta Porã, carinhosamente apelidada de Princesinha dos Ervais, está situada na fronteira Brasil/Paraguai, no Estado do Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma cidade que junto com sua irmã, Pedro Juan Caballero no Paraguai, forma uma unidade populacional que se aproxima de 200.000 mil habitantes. Quem conhece nossa fronteira, sabe que a vida entre essas duas cidades é praticamente a mesma, gente que trabalha aqui ou trabalha lá, amores que floram entre pessoas daqui e de lá, então, quando se citar o nome Ponta Porã, pode-se entender que se trata dessa unidade de povos, que muitas vezes não se distingue um do outro. Ponta Porã, como qualquer cidade brasileira, tem muitos problemas, e certamente está longe do ideal, inclusive no que pertine à segurança pública. É fronteira e é lógico que isso propicia que por ela se transite com todo tipo de ilícito, no entanto, esse ilícito jamais movimentou a economia de toda uma cidade, tão pouco seus habitantes fazem parte disso. Nossa população é formada de gente ordeira, formada de homens e mulheres que trabalham duro no dia a dia. Cidadãos que produzem na importante força do setor rural, cidadãos que produzem no comercio local, no tão valorizado setor do turismo.

Aqui em Ponta Porã, encontra-se gente que estuda e gente que vem de fora pra isso, gente que só busca o desenvolvimento, tal qual, qualquer outro município do Brasil. Infelizmente, a desgraça de um modo geral, atrai muito mais atenção do que as coisas boas. Ponta Porã é uma cidade maravilhosa de se viver, seu povo é bom, há campo de trabalho para uma infinidade de profissionais. A ínfima parcela da sociedade que se dedica ao ilícito, não pode e não representa absolutamente nada do que realmente é o povo de Ponta Porã. Assim, povo brasileiro, não tirem conclusões apressadas de uma região sem realmente conhecê-la. Não aceitem qualquer devaneio de pessoas que talvez também não conheça nossa realidade. Venha para Ponta Porã, conheça nossa gente, tome do nosso Tereré, transite por nossa fronteira. Pois, aqui você conhecerá homens e mulheres, brasileiros e paraguaios, cidadãos que amam sua terra, que amam sua cidade, que amam seu país. Isso é Ponta Porã…”

Ponta Porã, 14 de julho de 2016

André Cardinal Quintino, Produtor Rural e Advogado.

Desabafo de um cidadão que escolheu Ponta Porã para amar, contra o artigo absurdo publicado pela Revista Veja.
P.Informa.

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