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Superintendente do Incra diz que avalia forma de destravar reforma agrária em MS

Superintendente do Incra diz que avalia forma de destravar reforma agrária em MS

Ele afirma que há possibilidade de avanços

Ana Paula Chuva

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Leonardo Góes/ Foto: Luiz Alberto

Após 2 horas de atraso o superintendente nacional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) Leonardo Góes, chegou ao prédio onde os integrantes dos movimentos estavam e antes de entrar na reunião afirmou que o Incra veio dialogar com os movimentos sociais para avançar e discutir eventuais entraves na pauta da reforma agrária aqui no Estado.

“O Incra está fazendo uma análise das possibilidades aqui em Mato Grosso do Sul e se comprometendo a analisar os casos. Existe possibilidade de avanço. Nosso papel aqui é pacificar, ouvir a pauta dos movimentos e atuar de forma a diminuir a tensão por terra no Estado”, disse Leonardo
Uma das reivindicações dos movimentos ali presentes é a questão dos programas sociais do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) como o Pronatec Campo, e a entrega de 4 mil cestas básicas em caráter emergencial. Sobre as cestas básicas o superintendente afirmou que não é de responsabilidade do Incra, mas sim da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento). “O Incra ajuda apenas na logísticas da entrega das cestas, mas o programa é coordenado pela Conab junto ao Ministério da Agricultura. O Incra articula a medida em que os alimentos são adquiridos e ajuda na entrega”.

Sobre a reunião pela manhã com líderes dos movimentos, Leonardo contou que foram discutidas apenas questões da pauta da reforma agrária e negou agenda com governador e a nomeação de um superintendente aqui no Estado. “Não existe agenda com o governador, mas se necessário nos reuniremos com todo mundo para resolver as questões. A nossa vinda aqui não é para nomeação de superintendente. Discutir questões administrativas não é o nosso objetivo”, disse.

Na reunião com os movimentos esteve presente também o deputado estadual Zeca do PT. 

Dívidas do Incra-MS

As dividas do órgão aqui no Estado, de acordo com a administração já chegam há R$ 1,1 milhão, e o repasse que seria de R$ 250 mensais não aconteceu como o esperado. O Governo Federal repassou nesse primeiro semestre apenas R$ 700 mil para MS, o que não é suficiente para arcar com as despesas.

Para Leonardo é preciso que haja uma otimização no uso dos recursos que são repassados, mas que em curto prazo a demanda tem acontecido dentro da normalidade. “ O Incra já está fazendo a equalização desse pagamentos, se existe algum atraso estamos discutindo com a superintendência no Estado para resolvermos em curto prazo. É preciso que o uso do orçamento seja feito de forma inteligente. Estamos trabalhando uma forma de otimizar o uso dos recursos, reduzir despesas e cumprir as demandas”, concluiu. 

Entenda o caso

Na manhã desta terça-feira cerca de 150 pessoas de 10 movimentos sociais que pedem a reforma agrária ocuparam o prédio do Incra aqui no Estado. Eles souberam da vinda do superintendente nacional na tarde desta segunda-feira e organizaram bloqueio de 7 pontos em rodovias federais e estaduais e a ocupação do prédio. 

Eles esperaram cerca de 2h pela chegada de Leonardo Góes, superintendente nacional, e afirmaram que se não tiveram uma resposta favorável os bloqueios continuarão, mas que nesta quarta-feira aumentarão para 21 os pontos de bloqueio nas rodovias e manterão a ocupação do prédio. 

 

(Sob supervisão de Marta Ferreira)

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