Brasil

Soja tem semana turbulenta com altas de até 5% nos preços do BR e melhor ritmo de negócios

Os mercados interno e internacional de soja passaram por uma semana bastante tumultuada. Os últimos dias foram de grandes novidades, imprevisibilidade e intensa volatilidade. Todas as frentes formadoras de preços foram impactadas e, consequentemente, o andamento dos negócios no Brasil também. Além das movimentações muito expressivas na Bolsa de Chicago nestes últimos dias, o dólar assumiu o papel principal e trouxe boas oportunidades para os produtores brasileiros.
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“Muitas operações saíram nesta sexta-feira (11). Não se trata de um volume extraordinário, mas boas posições foram fechadas em algumas regiões do Brasil e nos portos”, explica o consultor de mercado Ênio Fernades, da Terra Agronegócios. Afinal, não é para menos. Na semana, o dólar acumulou um ganho de 4,99% e encerrou com cotado a R$ 3,3923 na venda. Somente nos últimos três pregões, o ganho acumulado é de 7,1%.

“O câmbio chegou ao pico dos R$ 3,50 (na máxima desta sexta) e foi aí que saíram negócios”, diz Fernandes. Nos terminais de exportação, as referências, mais uma vez, as referências para a saca de soja alcançaram seus melhores momentos em meses e atraíram os vendedores. Nos negócios para a safra nova, os preços alcançaram algo entre R$ 84,00 e R$ 85,00, chamaram a atenção e criaram oportunidades. “Quando o dólar caiu um pouco, voltou para os R$ 3,40, o produtor voltou a recuar”, relata o consultor.

No disponível, o melhor momento no porto de Paranaguá, nesta sexta-feira foi quando o valor da oleaginosa chegou a bater nos R$ 82,00 por saca. Em Rio Grande, o último preço foi R$ 79,00. Na semana, segundo um levantamento do economista André Bitencourt Lopes, do Notícias Agrícolas, os preços da soja nos portos – nos mercados futuro e disponível – subiram entre 1,06% e 4,46%.

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No interior do Brasil os negócios também fluíram melhor, principalmente no estados da região Centro-Oeste ainda como relata Ênio Fernades. “No interior de Goiás saíram negócios, em Sorriso, no Mato Grosso. Os produtores aproveitaram os bons momentos e foram às vendas, fechando algumas posições. Em Goiás, por exemplo, os preços ficaram entre R$ 73,00 e R$ 74,00 por saca”, diz, referindo-se aos negócios com a safra nova.

E o balanço semanal do Notícias Agrícolas aponta ainda que, entre a maior parte das principais praças de comercialização, a soja disponível também subiu e fechou a semana com ganhos acumulados variando entre 0,77% e 5,11% e referências de R$ 68,00 – como em Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso – a até impressionantes R$ 79,00 por saca, como aconteceu em Ponta Grossa, no Paraná. Algumas exceções, porém, foram observadas. Praças como Assis/SP e Rio Verde/GO fecharam em queda.

Fernandes explica, portanto, que serão os rallies do dólar, além, é claro das movimentações em Chicago, que irão dar andamento ao mercado da soja no Brasil. E se essa movimentação da moeda americana é uma tendência, ainda é cedo para dizer e assim, seu comportamento deverá continuar a ser acompanhado com muita atenção.

Afinal, há o novo fator no mercado financeiro da imprevisibilidade com a chegada de Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos em uma eleição definida no início desta semana e mais as intervenções do Banco Central brasileiro diante dessas variações mais abruptas da divisa.

“Daqui para frente, não temos como evitar a utilização da palavra imprevisibilidade. Na hipótese do caos nas relações comerciais dos EUA com o mundo, a alta do câmbio seria anulada pela queda nos preços internacionais e do consumo. Não vejo muita vantagem em segurar as vendas. Na hipótese de que a confusão seja observada apenas no Brasil, com a cassação do mandato do presidente Temer (outro rumor muito forte desta semana), aí há espaço para novas altas no câmbio e vantagens em segurar o produto físico em seus armazéns. E na hipótese de que estejamos diante apenas de uma bolha especulativa do câmbio e dos preços lá fora, a questão central seria adivinhar quando aconteceria o estouro e a reversão”, analisa o consultor de mercado Flávio França Junior, da França Junior Consultoria em um artigo exclusivo para o Notícias Agrícolas.

CANINDEYU DIGITAL.
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Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago, além da imprevisibilidade que a chegada da notícia de Trump como novo presidente norte-americano trouxe diante de algumas incertezas, os traders receberam ainda o novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que foi bem baixista para os preços.

“O relatório não trouxe mudanças no esmagamento, mexeu pouco nas exportações e trouxe estoques maiores”, lembra o consultor da Terra Agronegócios. “Mas a demanda está absurdamente forte e o mercado sabe disso. Mas, observando o relatório acabou recuando. Com a volta das novidades de demanda, voltava a subir, e assim foi”, explica.

Nessa toada, os preços testaram seus patamares de resistência em algo entre US$ 10,20 / US$ 10,25, voltava realizando lucros e se aproximando dos US$ 9,80 por bushel e, durante toda a semana, se comportou dessa forma. Assim, apesar de toda essa volatilidade e de encerrar a semana em baixa, as perdas foram limitadas em Chicago. Entre as posições mais negociadas, os futuros da soja perderam entre 0,17% e 0,31%, porém, apenas o maio/17 conseguiu se manter acima dos US$ 10,00 por bushel.

Para Ginaldo de Sousa, diretor da Labhoro Corretora, neste restante de 2016, as cotações da oleaginosa ainda devem continuar operando em um intervalo de US$ 9,80 a US$ 10,10 por bushel.

“Com estoque de 480 milhões de bushels nos Estados Unidos, não podemos nos iludir que a soja tem um grande potencial [de alta] se não houver um problema climático na América do Sul”, diz.

A tendência, daqui em diante, é de que o comportamento dos preços da soja em Chicago passem a refletir cada vez mais o andamento da safra da América do Sul. “E ao vermos a nova safra por aqui se consolidar, acredito que os preços possam ficar abaixo dos US$ 9,50. Porém, com qualquer problema na safra sulamericana, o mercado pode pegar fogo”, acredita Ênio.

Na Argentina, os problemas estão ligados ao excesso de chuvas, inundações e falta de condições para os trabalhos de campo. E ainda nesta sexta, importantes regiões produtoras foram atingidas por granizo e registram severos danos. No Brasil, as irregularidades climáticas também preocupam e trazem inconsistência às estimativas das consultorias. Até mesmo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) acredita em uma produção de 101,6 a 103,5 milhões de toneladas.

Ainda segundo Sousa em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta, um nível considerável de perda na América do Sul que poderia fazer diferença de preços é o de 10%, segundo ele, que representariam 16 milhões de toneladas perdidas.

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