Policial

Suposta lista do PCC com policiais de MS ‘marcados’ preocupa servidores

A circulação de uma ‘lista’ com nomes e dados pessoais de policiais civis e militares supostamente marcados pela facção criminosa PCC espalhou pânico entre servidores da segurança pública de Mato Grosso do Sul. Imagens do ‘documento’, feito à mão e com tabela de detalhes dos profissionais, como dados de transferências e se têm filhos, circularam em redes sociais com a informação de que seriam ‘marcados para morrer’.

No entanto, oficialmente, a Policia Civil negou a veracidade do documento. “Estão querendo tumultuar”, disse um servidor ligado à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) ouvido pela reportagem.
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Segundo ele, os dados teriam sido garimpados de documentos públicos como o Diário Oficial, que lista as transferências, para dar ‘veracidade’. Mas, na tabela enviada à redação por leitores do jornal que são servidores públicos da segurança pública e atuam na atividade fim, aparecem detalhes pessoais como o nome dos policiais, estado civil, se possuem filhos, são casados e o suposto motivo da condenação por parte da facção e especificação de onde será feito o ‘serviço’.

“É claro que temos medo, todo mundo tem família. E o Estado só vai fazer alguma coisa quando alguém morrer”, desabafa um policial.

No começo da semana, um agente penitenciário procurado pela reportagem e ameaçado pelos presos revelou que, para se proteger e proteger a família, mudou a rotina, adquiriu uma pistola e anda sempre com cuidado redobrado.

Na lista, um dos muitos alvos é um soldado da Polícia Militar, divorciado, e está na relação porque “participou da operação que prendeu a carga de droga da organização num de prejuízo de 350 mil para a família”. A sentença poderia ser cumprida por ‘Geral do Estado’.

Suposta lista traz no campo ‘obs’ motivo da condenação do policial
Suposta lista traz no campo ‘obs’ motivo da condenação do policial
Outra servidora da Sejusp, também militar, apontada pela facção como ‘casada e mãe’, está na relação apenas porque é ‘PM fácil de pagar’, e a ordem está a cargo de ‘Geral do Interior’.

Outro policial, ‘pai e separado’, teria agredido dois ‘irmãos’, como são chamados os integrantes da facção, sendo que um deles estaria na cadeira de rodas e apanhou por ‘olhar’, a ordem de execução da sentença deve ser cumprida na Capital.

Até mesmo um policial que a quadrilha considerou ‘muito rígido’ e que teria solicitado transferência por não aceitar acordo com ‘adv’ (possivelmente um advogado do grupo) está na lista de marcados para morrer.

Na última terça-feira (22), o Ministério Público e a Policia Civil do Estado do São Paulo, deflagraram a Operação Ethos, que prendeu pelo menos 33 pessoas, a maioria advogados suspeitos de ligação com o PCC.

Entre os presos, estava inclusive um ex-agente penitenciário que deixou o cargo após se formar em direito para atuar na defesa de criminosos integrantes da facção.

A Sejusp foi procurada para comentar o assunto e informar quais medidas adotou para preservar a integridade física dos policiais e familiares, mas não retornou o contato até o fechamento da matéria.P.INFORMA

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