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Recém-nascida tem braços quebrados dentro de UTI de hospital

Recém-nascida tem braços quebrados dentro de UTI de hospital
Instituição alegou que bebê sofre de deficiência de cálcio

R7/TM

Os pais de uma bebê de três meses internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva)do Hospital Metropolitano, de São Paulo, acusam a instituição de negligência depois que a filha teve os dois braços quebrados durante sua internação.

A criança, que nasceu em dezembro de 2016 aos seis meses de gestação, está na UTI desde o nascimento. A mãe da menina afirmou que no dia 24 de fevereiro ao retornar ao hospital para ver a filha a encontrou com o braço esquerdo engessado.

Ao perguntar o que tinha acontecido foi dito a ela que o braço da bebê tinha quebrado sozinho. Já no dia 27 de fevereiro, os médicos pediram para que ela saísse da sala para colocar o cateter na menina, e ao retornar para a sala encontrou a filha com o outro braço quebrado.

Ainda de acordo com o site R7, a instituição alegou que a bebê sofre de doença metabólica óssea — enfermidade caracterizada pela deficiência de cálcio em recém-nascidos —, o que teria facilitado as fraturas. Os pais da criança, entretanto, acreditam que houve negligência e imprudência dos profissionais de saúde no Hospital Metropolitano ao manusearem sua filha.

A mãe disse que já viu várias mães relatando que seus filhos também sofrem de doença metabólica óssea e falta de cálcio, mas nenhum deles teve ossos quebrados. E que se a bebê tivesse a doença, o teste do pezinho teria identificado.

A bebê se encontra sedada e entubada. Ela também não pode ser transferida para outra instituição, de acordo com a mãe, por conta do inchaço nos braços.

O hospital

Em nota, o Hospital Metropolitano esclarece que a bebê está internada em sua UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal desde seu nascimento, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e com todos os cuidados médicos, conforme protocolos clínicos específicos para o tratamento de prematuros extremos”.

O texto ainda confirmou que a menina sofre de doença metabólica óssea (Osteopenia da Prematuridade) — deficiência de cálcio e de fósforo que acarreta fraturas espontâneas e que a “equipe assistencial da instituição segue em atenção total ao seu quadro clínico. A instituição ressalta que a equipe médica está em contato permanente com Juliana Pereira Molina Esteves, mãe e acompanhante da paciente, informando sobre todos os procedimentos adotados e a evolução do tratamento”.R7

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