Policial

Em protesto, Polícia Militar paralisa atividades em Amambai

Corporação aderiu a protesta estadual por melhores condições de trabalho e por melhorias salarial de PMs e militares do Corpo de Bombeiros.

Policiais lotados na 3ª Companhia Independente de Polícia Militar realizaram uma paralisação na manhã dessa terça-feira, 24 de maio, em Amambai.
A manifestação foi em adesão à paralisação realizada pela Policia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar em todo o Mato Grosso do Sul, que tem como objetivo cobrar do Governo do Estado, melhorias nas condições de trabalho e em relação a questão salarial, que segundo as associações da categoria, estão defasados.
Durante o manifesto as viaturas permaneceram no pátio do aquartelamento e os policiais lotados na sede da 3ª CIPM, mesmo sendo feriado na cidade por conta do dia da padroeira de Amambai, se reuniram na sede da 3ª Companhia para discutir a questão.
Além de Amambai a 3ª Companhia Independente de Polícia Militar é responsável pelo policiamento de área, abrangendo os municípios de Tacuru, Paranhos e Coronel Sapucaia.
Esses dois últimos fazem fronteira seca com o Paraguai, fator que torna a atividade policial em maior situação de risco.
Veja abaixo nota na integra emitida pelas associações representantes da Polícia Militar e do Copo de Bombeiros em relação a situação.
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Nota à Imprensa

MILITARES ESTADUAIS EM ALERTA

Campo Grande (MS) – As Associações de classe da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul vem a público manifestar a mais profunda insatisfação com a forma como vem sendo conduzidas as negociações salariais de nossas categorias pelo Governo do Estado.

Nossos policiais e bombeiros militares executam diariamente uma das mais difíceis e árduas atribuições do serviço público: proporcionar segurança e tranquilidade à sociedade, mesmo diante de todas as necessidades estruturais que enfrentam no dia a dia e com o risco da própria vida.

Nossos Policiais e Bombeiros lidam diariamente com as mais diversas necessidades, que vão desde as mais elementares, como a falta de material de escritório e de higiene, passando pela administração de quartéis sucateados e inadequados, até a falta de equipamentos de proteção individual.

São inúmeros coletes balísticos vencidos, viaturas sem manutenção adequada que constantemente quebram e muitas vezes precisam ser consertadas com apoio dos próprios policiais e de comerciantes locais, que preferem arcar com pequenos custos de consertos rápidos a deixá-las paradas por longo tempo aguardando a liberação dos recursos públicos.
CHOCADEIRA PANTANAL
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CHOCA

Policiais Militares e Bombeiros do nosso Estado dão o próprio sangue se desdobrando em escalas de serviço severas e completamente exaustivas para que a sociedade não seja prejudicada com a ausência da força pública nas ruas.

Os Quartéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros só não fecham seus portões graças a excepcional capacidade de gestão administrativa e operacional de nossos Oficiais e graças a dedicação integral de nossos praças.

Conseguimos, mesmo com todas as dificuldades apresentadas, interromper a escalada crescente da criminalidade, fazendo com que o MS em 2015 ocupasse o segundo lugar no país, dentre os Estados com menor número de homicídios dolosos. A par disso, lamentavelmente, o Senhor Governador do Estado não vem reconhecendo os esforços desses bravos heróis e tão pouco o importante papel que exercem na Segurança Pública e o seu relevante papel social.

Bombeiros e Policiais Militares de MS estão sem reajuste salarial desde dezembro de 2014 e neste ano e até o presente momento o Governador sequer recebeu nossos representantes para a negociação salarial.

Seus interlocutores se resumiram a oferecer como proposta para nossas categorias o pagamento de um ilegal abono de R$ 200,00 (duzentos reais) “esquecendo-se” que a reposição do índice inflacionário é obrigação constitucional de todo Governante.

Seus assessores deveriam saber que abono não é aumento, muito menos reposição inflacionária. Constitucional é que todos os trabalhadores recebam anualmente pelo menos a reposição do índice inflacionário para que não haja o achatamento de seus vencimentos.

Não suportamos mais e não podemos mais ficar inertes diante do profundo desprezo demonstrado pelo senhor Governador com nossos Oficiais e Praças, em razão disso, no dia 24/05/2016, terça-feira, realizaremos um “Dia de Alerta” para o Governo do Estado, ou seja, em um período inicial de 12 horas, só atuaremos no exato limite de nossas atribuições preventivas e dentro das condições que nos são disponibilizadas pelo Estado.

Desta forma, viaturas que não estejam rigorosamente adequadas às normas legais vigentes e que só rodam por causa do voluntarismo de nossos profissionais, serão paradas. Nossos policiais e bombeiros militares não mais usarão coletes balísticos vencidos, expondo-se desnecessáriamente ao risco. Não atenderão demandas que não sejam claramente afetas à nossa missão constitucional.

Lamentamos profundamente que o Governo tenha deixado os fatos chegarem a esse extremo, mas precisamos zelar pelas condições de trabalho e pela qualidade de vida de nossos policiais e bombeiros militares que cuidam e protegem a sociedade sulmatogrossense mesmo com o risco da própria vida.

Esta não é uma ação que visa meramente a aplicação da correção inflacionária e reajuste salarial, mas um movimento que exige melhores condições de trabalho, equipamentos de proteção individual, reconhecimento e valorização profissional por parte do senhor Governador do Estado.

1. Associação dos Oficiais Militares Estaduais de MS – AOFMS

2. Associação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso do Sul – AOCBMMS.

3. Associação Beneficente dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais oriundos do quadro de Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do Estado de Mato Grosso do Sul – ABSSMS.
4. Associação dos Subtenentes e Sargentos Bombeiros Militares do Estado do Mato Grosso do Sul – ASSBM/MS

5. Associação de Praças Bombeiro Militar – APBMMS

6. Associação dos Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul- ASPRA.

Fonte: A Gazeta News

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