Brasil

Modelo administrativo petista – ‘Será que foi de propósito?’

Por: Folha de Dourados

(*) Waldir Guerra
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Por favor, me digas se já passou pela tua cabeça que esta situação de desarranjo no governo brasileiro é intencional?

Explico a pergunta: até poucos dias atrás – e durante todos esses últimos treze anos das administrações petistas – imaginava eu que a má administração nos governos petistas se devia à incompetência, no despreparo dos políticos eleitos pelo partido e também nos indicados pelo PT aos cargos públicos.

A semana passada um bom amigo de longa data que trabalha em alto cargo da República contestou minhas insistentes afirmações feitas nestes artigos sobre a incompetência dos governos petistas. “Não é incompetência caro amigo”. Disse-me ele. “É intencional esse modelo administrativo”. E continuou me explicando: “É de propósito que o petismo desorganiza a economia, destrói as indústrias e deixa de investir na infraestrutura. Apoderou-se da máquina estatal e usa todos os recursos necessários para manter-se no Poder e distribui benefícios sociais a mais de 50 milhões de cidadãos para mantê-los dependentes do Estado”. Pois é! Fiquei boquiaberto e a volta para casa andei pensando sobre o que o amigo me disse.

Para reforçar essa ideia meio absurda que fui quase convencido, agora vem o economista Delfin Neto numa entrevista ao jornal Valor Econômico e reforça as afirmações desse meu amigo. Veja o que o Delfin disse: “A siderurgia vale hoje 5% do que valia. A Petrobras vale hoje 5% do que valia. E isso não ocorreu porque caiu o preço do minério de ferro, nem porque caiu o preço do combustível. Nós fizemos essa destruição de valor cuidadosamente, competentemente”.
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“NÓS”, não, caro Delfin Neto; deverias ter dito: o petismo. Com essas afirmações do ex-ministro, um dos melhores economistas do Brasil e homem da confiança do ex-presidente Lula, mais persuadido estou de que meu caro amigo pode estar certo, o petismo está querendo levar o Brasil pro mesmo caminho trilhado por Fidel Castro em Cuba. Fidel se apoderou de Cuba. Fuzilou no “paredón” seus opositores e continua no poder a mais de cinqüenta anos.

Hugo Chaves quis imitar Fidel Castro e implantou o bolivarianismo na Venezuela, mas se deu mal. Como se deram mal a Argentina com seu peronismo e nós com o petismo. Sistemas políticos populistas que fracassaram porque já não dá mais para fuzilar opositores, o mundo globalizado não permite.

Mas voltando à entrevista de Delfin Neto; ele lança uma espécie de ultimato à presidente Dilma Rousseff: “Ou a presidente assume a responsabilidade e vai, no dia 2 de fevereiro, ao Congresso Nacional com os projetos de reforma constitucional e infraconstitucional, ou será o caos. O que será uma tragédia”.

Delfin não diz, mas deixa transparecer que está sugerindo à presidente que se desvincule do petismo e de suas ideias malucas de implantar aqui no Brasil o bolivarianismo (que nome mais esquisito; até para soletrar) e a partir de agora, Dilma reassumir o governo e emparedar o Congresso levando, dia 2, quatro projetos de reformas – da Previdência Social, do mercado do trabalho, de desindexação e da desvinculação dos gastos orçamentários.
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“Em algum momento temos que saber quem é o responsável pelo Brasil”. Disse Delfin Neto. – Concordo com ele, e foi por conta disso que fiz questão de transcrever pequena parte de sua entrevista.

Mas acrescento que este seria um bom momento também para desmistificar – melhor seria dizer desmascarar – aqueles que citam como “guerreiros do povo brasileiro”, os que montaram e operaram esse monstruoso golpe ao poder e usaram o petismo para aplicá-lo contra o povo brasileiro.

(*) Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputados federal. ([email protected])

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