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Milho: Safrinha “freia”os preços. Aproveitem para fazer estoques porque os preços voltarão a subir

Milho: Safrinha “freia”os preços. Aproveitem para fazer estoques porque os preços voltarão a subir

Depois da quebra da safra de verão e uma safrinha marcada por severas secas, a colheita também está sendo realizada com dificuldades. Entretanto uma coisa é válida, acabaram-se as especulações, agora é fato que a oferta total de milho deste ano será de 76,22 milhões de toneladas.

Frente a esta certeza, estamos analisando as perspectivas de preços para o segundo semestre e estamos alertando, mercado deverá ficar mais firme do que esteve neste primeiro semestre.

Leia com atenção, analise as oportunidades e monte a sua estratégia.

PREÇOS DO MILHO

Os notíciários chegaram a alarmar que os preços do milho tinham caído até 10% em algumas praças devido a colheita da safrinha. Nas nossas pesquisas esta realidade ainda não chegou as negociações. Talves alguns contratos realizados entre distribuidores de insumos e produtores rurais no pré plantio podem ter colocado no mercado milho a estes valores noticiados.

Mas o quadro de oferta e demanda de milho 2015/2016 e demanda não dá espaço para os preços cederem como muitos elos da cadeia do agronegócio desejam. Abaixo fizemos nossas tradicionais cotações junto a operadores de mercado e apresentamos as variações:

Preços do Milho_Post colheita de Milho

Na verdade, os preços do primeiro semestre registraram altas de até 58% entre janeiro e junho. Mas analisando apenas o comportamento dos preços entre maio e junho, podemos ver que perdeu-se muita força nos preços e até mesmo, registramos quedas de cotações em importantes praças de formação de preço.

Não existe mistério para analisar este comportamento. O enfraquecimento das cotações deve-se única e exclusivamente a colheita do milho safrinha. Toda colheita é um efeito baixista, por ser um curto período onde concentra-se a máxima oferta de um produto. Além do mais, na colheita vencem os compromissos de financiamento de safra, onde o produtor procura vender sua produção sem ressalvas para pagar suas dívidas e com isso adiquirir crédito para a próxima safra.

A seguir estaremos analisando o quadro de oferta e demanda brasileiro de milho, para que os leitores entendam melhor o porque estamos apostando em um segundo semestre de preços ainda mais firmes.

OFERTA E DEMANDA

Segundo o último relatório de safra da CONAB, publicado neste mês de junho, a safra total de milho do Brasil será de 76,22 milhões de toneladas. Uma diferença de 8% com relação ao primeiro levantamento de safra publicado em outubro de 2015. As exportações, devido aos altos preços internos, estão se inviabilizando. Foram revistas para 25,40 milhões de toneladas, 9% inferiores as primeiras estimativas de safra que eram de 28 milhões de toneladas.

Oferta e demanda do Milho_Post colheita de Milho

O consumo interno de milho, também foi revisto para baixo. A redução de 3% deve-se principalmente aos altos preços do milho, que têm encarecido demais o preço da ração e com isso inviabilizando o consumo. A pecuária leiteira e a suinocultura são as duas atividades mais afetadas pelo encarecimento da ração.

Mesmo como uma estimativa de importação de 1 milhão de toneladas, os estoques finais de milho estão previstos para 5,80 milhões de toneladas. E esses estoques finais é que representam um primeira trimestre de 2017 com todo o potencial para registrar preços altamente inflacionados.

ESTOQUES DE MILHO x CONSUMO MÉDIO MENSAL = PREÇOS EM ALTA!

O consumo médio mensal de milho no Brasil é na ordem de 6,82 milhôes de toneldas. Estamos levando em consideração a média linear entre a exportação e o consumo interno. Evidentemente que tanto um como o outro, têm suas variações mês a mês, não sendo uma realidade exata a média apresentada. Acompanhe no quadro abaixo:

Consumo médio mensal milho_post colheita milho

Entratanto no final do ano os volumes são sim, os reais. Queremos chamar a atenção é para o fato destes estoques de passagem projetados não garantirem o consumo de um mês completo. Sendo assim em janeiro 2017 estaríamos praticamente sem milho… E a primeira safra começa a ser colhida na segunda quinzena de fevereiro, mas ganha força mesmo em Março!

A safrinha deste ano, estimada em 49,9 milhões de toneladas frente ao consumo de 6,82 milhões de toneldas/mês, vai garantir o abastecimento de 7 meses… O que em tese seria de julho/16 a Janeiro/17.

Agora fica mais fácil vocês compreenderam o raciocínio de que, para este segundo semestre, os preços permanecerem onde estão, com uma leve pressão de baixa na colheita. Mas a medida que os meses se passarem e os estoques forem baixando, os preços voltarão firmes e com certeza teremos um cenário muito altista para a virada do ano.

CONCLUSÕES:

1-) A safra de milho está desenhada já. Agora não é mais mistério. Serão 76 milhões de toneladas e teremos sim, oferta de milho suficientes para todo o ano de 2016. Mas os estoques de passagem serão curtíssimos para o primeiro trimestre de 2017.

2-) A safra 2016/17 comela a ser plantada em outubro de 2016 e começa a ser colhida no final de fevereiro, onde praticamente estaremos “zerados” de estoques de milho. Será este o fator de alta dos preços durante este segundo semestre.

3-) As manutenções das atuais cotações e até mesmo as pequenas quedas de preços, devem deixar de existir assim que termine a colheita da safrinha. O mercado ficará atento a todos os fundamentos da safra norte americana e das intenções de plantio aqui no Brasil. Não será nenhuma supresa se as cotações superarem os altos preços registrados em maio deste ano.

4-) Produtores de suinos, leite, aves, ovos e demais atividades que consumam milho. Embora este ano não tenha sido um ano de “poupança”, aproveite este momento e faça seus estoques de milho a preços que embora sejam “salgados” podem representar uma das melhores opções para os próximos 10 meses. A entrada da nova safra em março de 2017, tras muitos riscos e especulações para o mercado.

5-) Reveja seu consumo de milho. Faça um trabalho de planejamento estratégico e caso seja possível, diminua radicalmente o consumo de milho. Este ano com certeza é um ano par redução de plantel, mudança de foco na ativiadade, reestruturação da propriedade, revalidação de tecnologias aplicadas e admnistração.

Mas nunca desista de ser produtor! Ainda somos 7,5 bilhões de pessoas no mundo e em 2050 seremos 9 bilhões. Terra para produzir serão as mesmas… Portanto seremos fundamentais!

Vamos que Vamos Agro!!!

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