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Prefeito Júlio revela que a Prefeitura de Paranhos está realmente “quebrada”

Prefeito Júlio suspendeu o abastecimento de ambulâncias e não sabe de onde sairão os recursos para pagar o décimo terceiro salário.
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“Suspendi todos os abastecimentos de
ambulância fora da cidade”, disse Júlio.
Em recente entrevista ao Jornal Região News, o prefeito Júlio Cesar de Souza (PDT) afirmou que, em consequência da queda de 26% nos repasses para Paranhos, a Prefeitura está às portas da falência.

Dados relativos aos repasses dos anos de 2013, 2014, 2015, obtidos pelo Internacional News através da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), contradizem o prefeito e mostram que, ao contrário do que ele alega, o repasse aumentou gradativamente no período mencionado.
O prefeito Júlio disse que R$ 309 mil em compromissos com fornecedores e prestadores de serviço “ficaram para trás”.

Neste cenário, até mesmo serviços essenciais, como o transporte de pacientes graves para Campo Grande, está comprometido. “Suspendi todos os abastecimentos de ambulância fora da cidade”, comenta Júlio.

“Este passivo é uma bola de neve que a gente não sabe onde vai parar. Não sei de onde sairão os recursos para pagar o 13º”, menciona.
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GASTO DESNECESSÁRIO

Para empresário a crise na Prefeitura de Paranhos é
fruto da má administração
O presidente da Câmara de Paranhos, vereador Paulo Rufino (PSDB), que também é administrador de uma empresa em Paranhos, avalia que a crise econômica que assola a Prefeitura de Paranhos é fruto da má administração do Prefeito Júlio.

“O entretenimento é importante, tanto para a população, quanto para a popularidade do prefeito, mas ele como administrador tem que ter controle. O prefeito está abrindo mão de serviços importantes, como saúde, para priorizar eventos gigantescos de menor importância.”, avalia o empresário, destacando os eventos de alto custo que têm marcado a atual administração.

Paulo Rufino diz que o ideal a se fazer em situações do tipo é cortar gastos sim, mas de forma objetiva. “O prefeito está certo em cortar gastos, mas deve manter os serviços essenciais que têm prioridade maior. Em vez de parar de abastecer as ambulâncias, ele deve cortar serviços de menor importância, como aluguel de máquinas fotocopiadoras”.

VISÃO ESPECIALISTA

Para exemplificar que a situação de crise nas prefeituras é consequência da má gestão, o presidente do CRA-MS (Conselho Regional de Administração do Mato Grosso do Sul), Sebastião Luiz Mello, da entidade afirmou ao Campo Grande News que há secretários de administração que sequer são formados na área e que muitos municípios reclamam de crise, mas mantêm gastos desnecessários durante anos. “As prefeituras têm que cortar diárias sem motivo, grandes eventos, jantares megalomaníacos”, argumenta.

“Infelizmente, dos 5.570 municípios do país, salvo exceções, quem ocupa esses cargos são compadres, nepotistas, um ‘amigo do rei’ e é nisso que dá. Por exemplo, Campo Grande passa por uma crise. Pergunte, quantos administradores têm nos cargos de gerência? Com todo respeito, não os tem. O que se pode esperar de sua empresa quando o quadro não é ocupado por profissionais eticamente preparados e qualificados. Você pode esperar essa derrocada”, diz.

Fonte: Internacional News

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