Fronteira

Peemedebistas de MS que ajudaram Cunha no Congresso ‘lavam as mãos’

O deputado federal Carlos Marun é o único membro do Estado que ainda defende a inocência do presidente da Câmara

Depois de apoiar de ‘corpo e alma’ a candidatura do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara Federal, peemedebistas de Mato Grosso do Sul mantêm distância do correligionário, que se transformou em ‘kriptonita’ política desde que virou alvo da Operação Lava Jato.
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A situação ficou complicada para Cunha após ser acusado de manter contas secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, em março. Sua cartada final teria sido utilizada quando colocou em pauta o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), mas mesmo assim especialistas já apostam na perda de mandato.

No Estado, apenas o deputado federal Carlos Marun se manteve fiel e tomou a frente para defender a ‘unhas e dentes’ Eduardo Cunha, fazendo questão de comparecer aos protestos realizados contra a presidente e declarando estar do lado do peemedebista, que responde a processo de cassação no Conselho de Ética da Casa de Leis. Marun é o único membro do PMDB em Mato Grosso do Sul que decidiu trilhar este caminho.
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De acordo com o deputado estadual e líder do partido na Assembleia Legislativa, Eduardo Rocha (PMDB), com a comprovação de sérias denúncias, o partido prefere se manter distante e defende no afastamento de Cunha para os próximos dias. “Irregularidades sérias foram comprovadas e agora ele terá que responder judicialmente por isso. Nos mantemos distantes e acreditamos no afastamento do presidente da Câmara, levando em consideração que existem fatos comprovados”, afirma.

Para o deputado Marquinhos Trad (PMD), a melhor saída para Eduardo Cunha seria renunciar ao cargo antes de ter o mandato cassado. “Presidir uma Casa de Leis exige sobriedade, isenção, compromisso com o fortalecimento das prerrogativas do Poder Legislativo, decoro pessoal, institucional e principalmente uma imagem de fina sintonia com preceitos éticos. Por essa razão, entendo que o atual Presidente Eduardo Cunha deveria renunciar ao comando da Casa para que as fortes suspeitas contra ele sejam processadas regularmente sem a possível interferência do cargo de Presidente da Câmara”, diz.

Já a deputada Antonieta Amorim (PMDB) destaca que não tem conhecimentos detalhados sobre o caso de Cunha, mas ressalta que o partido não é a favor de crimes, desde que sejam comprovados e julgados. “Não tenho acompanhado esse caso porque estou me atentando mais ao problemas aqui no nosso Estado que não são poucos, mas posso afirma que o partido não colabora com crimes desde os mesmos sejam comprovados e julgados”. (Do Top Mídia)

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