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Na web, UEMS viraliza com tutorial sobre tereré a iniciantes

Na web, universidade de MS viraliza com tutorial sobre tereré a iniciantes (Foto: Reprodução/Facebook)
Número de usuários alcançados equivale a 6% da população do estado. A bebida típica de Mato Grosso do Sul tem regras de boas práticas.

Mais de 170 mil pessoas alcançadas de forma orgânica com um único post, 1.470 compartilhamentos, 1060 reações (curtir, amar, rir) e 300 comentários. Parecem números alcançados por algum artista, youtuber ou fenômeno da internet, mas foram atingidos pela página da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Considerando que o estado possui 2,62 milhões de habitantes, segundo o IBGE, uma única postagem atingiu o equivalente a mais de 6% da população.

A publicação, feita com uma linguagem jovem, apresenta para os novos acadêmicos da universidade as regras do tereré, a bebida que é a cara de Mato Grosso do Sul. O tereré é um mate gelado, tomado na guampa (chifre do boi) por meio de uma bomba (espécie de canudo de metal). A bebida é patrimônio imaterial e cultural do estado.
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Com o título “13 fatos sobre o tereré sul-mato-grossense (p/ iniciantes)”, o post foi criado para explicar aos acadêmicos vindos de outros estados um pouco do que eles vão encontrar em MS. É a primeira publicação de uma série, chamada Manual do recém-chegado em Mato Grosso do Sul.

Tem aquelas dicas que todos deveriam seguir sempre: “quando for sua vez de tomar, tome logo! Tereré não é microfone”. E também aquelas que mais divertidas: “em MS você pode chegar em alguns estabelecimentos e perguntar: ‘vocês vendem erva por aqui?’ e o vendedor saberá que você está falando de tereré. Não aconselhamos fazer o mesmo em outros estados, ok?!”.

As informações deixam claro a importância da bebida para quem é sul-mato-grossense. “Não profane esta bebida com invenções ‘creme de avelã’. Tereré se bebe com água gelada e, no máximo, um limãozinho de leve. Nada de suco em pó, refrigerante, leite, coco ralado, etc. Cada vez que você faz isso uma capivara sofre no pantanal!”, avisa a publicação.

“A intenção é compilar todas essas publicações e criar um livreto, com essas dicas para os novos acadêmicos que vêm de outros estados e não conhecem nada dos nossos costumes”, conta o coordenador de comunicação da UEMS, André Mazini.

Com aproximadamente 10 mil alunos em 15 campi e 10 polos de Educação a Distância (EAD), a UEMS é a única universidade do país a ter cota para indígenas, além da cota para negros. De acordo com a assessoria de imprensa, 80% dos estudantes da UEMS são de Mato Grosso do Sul e 80% vieram de escolas públicas.(G1)

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