Fronteira

Medo dos pais impede jovens de vir à fronteira participar de competição esportiva

Medo dos pais impede jovens de vir à fronteira participar de competição esportiva.

Repercussão negativa dos acontecimentos acabou resultando em adiamento dos JOJUNS
Diante da divulgação massiva – em alguns casos, exagerada e sem consistência – dos últimos fatos relacionados à violência na fronteira, criou-se, fora de Ponta Porã, a opinião de que a região está muito perigosa para ser visitada.

Um dos primeiros resultados da “histeria” provocada especialmente por informações sem embasamento com a realidade, foi a redução considerável de turistas vindo fazer compras ou apreciar os atrativos existentes na fronteira. O medo motiva a desistência de vir à fronteira. Um comportamento que está se espalhando para diversas localidades.

Esta semana ocorreu mais um fato relacionado a esta questão: a Fundação de Esportes de Mato Grosso do Sul teve que adiar a realização de uma competição esportiva que iria reunir mais de 1.200 atletas em Ponta Porã. Os Jogos da Juventude. JOJUNS 2016.

A competição seria realizada entre os dias 24 e 26 de junho, em Ponta Porã, reunindo atletas de diversas cidades de Mato Grosso do Sul.

O Jornal Che Fronteira apurou que a Fundesporte decidiu adiar a realização da competição por conta da ameaça de boicote de diversas delegações. “Muitos pais estavam pressionando os dirigentes esportivos para que seus filhos não viajassem para Ponta Porã. O medo está relacionado aos acontecimentos ligados à segurança”, informou uma fonte ligada à competição.

O assunto chegou inclusive a ser exposto na fala da secretária municipal de Esporte e Juventude, Camila Radaelli, durante reunião que envolveu autoridades do Brasil e Paraguai, na Câmara Municipal, na terça-feira passada, justamente para debater questões ligadas à segurança na fronteira.

A secretária, em tom de lamentação, disse que Ponta Porã corria o risco de perder a competição por conta do medo gerado nos moradores de outras localidades de Mato Grosso do Sul.

Por conta disso, os quinze vereadores, através de uma iniciativa do vereador Professor Hugo, mandaram um documento para o Governo do Estado solicitando que fosse mantida a competição em Ponta Porã. “Devido à importância dos jogos para este município em que a cidade estaria recebendo cerca de mil atletas, o que movimentaria o comércio de modo geral. E também pelo fato de que o motivo do adiamento não ficou claro, visto que os episódios ocorridos foram na cidade vizinha de Pedro Juan Caballero, Paraguai, conforme relatado pela mídia, informamos que no lado brasileiro, que será sede dos jogos, não ocorreu nenhuma ação relacionada ao acontecido no país vizinho.

Ainda assim por precaução, os órgãos de segurança pública reforçaram o policiamento e a cidade de Ponta Porã está totalmente preparada para o recebimento de tal evento”, justificaram os parlamentares no documento encaminhado ao governador Reinaldo Azambuja com cópias ao Deputado Flávio Kayatt, aos secretários José Carlos Barbosa (Segurança Pública) e ao diretor presidente da Fundesporte.

A informação que chegou ao Jornal Che Fronteira é de que o pedido foi atendido e a competição foi adiada e deverá ser realizada em Ponta Porã no segundo semestre do ano, “quando a poeira baixar”.

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