Fronteira

EM UMA SEMANA: JBS fecha quatro frigoríficos com 1,4 mil funcionários

Empresa afirmou que oferecerá aos funcionários a possibilidade de transferência para outras unidades, mas quem não puder ou não aceitar será desligado.

O ano não começou fácil para o setor de carne bovina. Após anunciar o fechamento de um frigorífico em Coxim (MS), na última quarta-feira (1º), a JBS confirmou o encerramento das atividades em outras três unidades já nesta sexta-feira (3), em São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro. Ao todo, 1.460 funcionários podem ser demitidos, caso não possam ou não aceitem a transferência de cidade.
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Entenda a decisão do Cade
Segundo o Cade, pelo acordo celebrado em 2014, a JBS se comprometeu a manter as plantas arrendadas da Rodopa em funcionamento nos mesmos níveis médios de abate de bovinos realizados em 2013, ano de notificação do ato de concentração. No entanto, a empresa manteve por pouco tempo os níveis exigidos no acordo, conforme o conselheiro relator do caso, Márcio de Oliveira Júnior.

As partes também deveriam alienar uma das marcas da Rodopa e duas unidades de abate de bovinos da empresa inativas na época, por meio de venda a terceiros que não pertencessem ao grupo econômico da JBS. No entanto, constatou-se que a JBS continuou operando com a marca e que as plantas não foram vendidas. Uma dessas plantas, porém, não foi alienada devido a uma pendência judicial que já estava prevista no acordo firmado com o Cade.

No caso das plantas de Coxim (MS) e de Três Rios (RJ), o término da operação acontece em virtude do fim do contrato de locação das unidades. Já em relação aos frigoríficos de Santa Fé do Sul (SP) e Cachoeira Alta (GO), o fechamento segue uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A JBS não divulgou o número de abate de bovinos em cada unidade, mas afirmou que a produção será transferida para outras plantas da empresa, não havendo assim redução no processamento.

Governo de MS estuda medida para evitar demissões em frigorífico da JBS

São mais de 600 funcionários na unidade de Coxim; Em nota, governo afirmou que vai procurar a companhia e que, caso não volte atrás, tentará acordo com outra empresa para operar a planta
ALMOR PARAGUAY
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Sobre Santa Fé do Sul e Cachoeira Alta, a JBS informou que a decisão do Cade tornou inviável operacional e economicamente as atividades das unidades e que o volume de produção será transferido para outras fábricas da empresa nos estados. A JBS mantinha, nas duas plantas, cerca de mil funcionários que realizavam atividades de abate e desossa.

Em outubro, o Cade determinou a venda de ativos e marcas da Rodopa pela JBS e multou as companhias. As sanções foram aplicadas na reavaliação de uma operação de arrendamento entre as empresas, de 2014. Na época, o conselho entendeu que o negócio poderia levar à absorção, pela JBS, de um concorrente relevante, e foi feito um acordo com as companhias em que elas se comprometeram a cumprir uma série de questões, como a venda de marcas e plantas de produção e manutenção dos níveis de abate. O Cade entendeu que o acordo não foi cumprido e determinou a aplicação de várias sanções.

Em relação à unidade de Três Rios, a JBS relatou que encerrará nesta sexta-feira as atividades da unidade. “A decisão é resultado do término do contrato de locação da unidade. O volume de produção será transferido para a fábrica da empresa em Barretos (SP)”, disse a companhia em nota. A empresa mantinha cerca de 250 trabalhadores na planta e realizava atividade de industrialização de produtos à base de carnes e seus derivados.

A unidade de Coxim trabalhava exclusivamente com abate de bovinos. “Após tentativas de negociação com a locatária do estabelecimento (River Alimentos Ltda.) não foi possível chegar a um acordo que permitisse a manutenção da operação”, informou a empresa, em nota. Em Coxim, eram 210 colaboradores. A unidade foi arrendada em 2012, na época com capacidade para abater 450 cabeças de bovino por dia.

Em todos os quatro casos, a JBS afirmou que oferecerá aos funcionários a possibilidade de transferência para outras unidades e os que não puderem ou não aceitarem a transferência serão desligados, “de acordo com aquilo que prescreve a legislação”, acrescentou a empresa.
GAZETA DO POVO
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