Economia

Para FMI, Brasil será emergente mais endividado a partir de 2019

Para FMI, Brasil será emergente mais endividado a partir de 2019

O Relatório Fiscal do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado nesta quarta-feira em Washington, lançou um alerta para as dívidas do governo e das empresas no país. No lado privado, o documento afirma que as empresas brasileiras não-financeiras cresceram, na última década, em uma velocidade duas vezes maior que a das companhias de outros países. E o endividamento público bruto do país segue avançando e, a partir de 2019, será o maior entre 40 países emergentes selecionados, chegando a 93,6% do PIB em 2021. No ano passado, a dívida pública bruta era de 73,7% do PIB.
CANINDEYU DIGITAL.
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Os altos gastos com previdência, o aumento dos investimentos na Petrobras, o crescimento dos empréstimos dos bancos públicos (sobretudo o BNDES), combinados com a recessão, levaram a esse cenário. O documento aponta ainda que o déficit primário do governo – resultado das contas públicas sem levar em conta o pagamento dos juros das dívidas do país –, será de 2,8% do PIB neste ano. Para o FMI, o país só voltará a ter superávit primário em 2020, quando a economia chegará a 0,3% do PIB. Há três semanas, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o superávit primário só voltaria em 2019.

O relatório do FMI, em um box dedicado ao Brasil, lembra que durante grande parte da década passada, a política fiscal no Brasil tem-se expansionista. “A dívida do governo, de 73% do PIB, é de 30 pontos percentuais maior do que o da média dos países emergentes”, disse. Em 2015, a dívida pública bruta representava 73,7% do PIB, e colocava o Brasil com sexto pior em uma lista de 40 nações emergentes, atrás apenas de Croácia, Egito, Hungria, Sri Lanka e Ucrânia. Mas, de acordo com as projeções do fundo, em 2019, quando a dívida brasileira representar 87,9% do PIB, o país passará a liderar o ranking de nação emergente mais endividado em relação à sua produção, ficando neste patamar até 2021, ao menos.
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“Embora os níveis de dívida privada (incluindo as empresas não-financeiras) no Brasil são comparáveis ​​aos de outras economias emergentes, o ritmo de seu crescimento na última década ocorreu com o dobro da velocidade de seus concorrentes”, afirma o documento, que lembra que as vulnerabilidades das empresas brasileiras, com a crise econômica, pode crescer. “Neste contexto, uma questão importante é ver se as finanças públicas são suficientemente fortes para lidar com as consequências macroeconômicas de uma possível redução de despesas em dívida privada”. Assim, segundo o documento, o país precisa urgentemente reforçar sua situação fiscal, para melhorar seus resultados e ter margem para suportar problemas das dívidas privadas, caso elas saiam do controle.

Os dados do endividamento bruto do FMI leva em conta os títulos público que estão com o Banco Central. Os dados do governo brasileiro descontam estes valores. ( O Globo )
CHOCADEIRA PANTANAL
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