Economia

Dólar tem leve alta e fecha em R$3,34, atento ao cenário político

Com a agenda esvaziada, os investidores acompanharam mais de perto o mercado externo, onde os preços do petróleo subiram
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Por Claudia Violante, da Reuters
Pelo terceiro pregão consecutivo, o dólar terminou com leve elevação e encostou em 3,34 reais, com a agenda esvaziada dividindo a atenção dos investidores entre o recuo da moeda no exterior e o cenário político.

O dólar avançou 0,11 por cento, a 3,3391 reais na venda, renovando o maior nível de fechamento desde 18 de maio, quando terminou a 3,3890 reais. Na semana, acumulou alta de 1,58 por cento.

Na mínima, marcou 3,3268 reais e, na máxima, 3,3441 reais. O dólar futuro tinha baixa de 0,10 por cento.

“É forte a cautela com o político e com ajuste fiscal, que segue sendo a principal preocupação”, avaliou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

Com a agenda esvaziada, os investidores acompanharam mais de perto o mercado externo, onde os preços do petróleo subiram e favoreceram o recuo do dólar ante divisas de emergentes no exterior, como ante o peso mexicano. O dólar também cedia ante uma cesta de moedas

O movimento, entretanto, foi contido pelas preocupações sobre o andamento das reformas no Congresso Nacional.
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“A banda de 3,25 reais a 3,30 reais foi movida para 3,30 reais a 3,35 reais após o episódio da CAS. Isso mostrou que carece capital político para aprovar o ajuste fiscal. O mercado achava que a reforma trabalhista já era página virada”, destacou Alessie Machado.

Depois que o presidente Michel Temer foi atingido por delação de empresário da JBS no âmbito da Operação Lava Jato, a moeda, que vinha operando até o teto de 3,20 reais, passou a oscilar cinco centavos acima, entre 3,20 reais e 3,30 reais.

Na terça-feira passada, entretanto, com a derrota do governo na votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, a moeda foi a 3,33 reais e tem operado nesses níveis desde então.

Na véspera, ao atingir o nível de 3,35 reais, teto do novo intervalo, a moeda atraiu vendedores, que derrubaram os preços.

Os investidores também aguardavam a denúncia contra Michel Temer pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na véspera, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou a Janot cópia do inquérito que investiga o presidente.

A partir do seu recebimento, Janot terá cinco dias para denunciá-lo ou pedir o arquivamento da investigação, por falta de elementos para fazer a acusação.

“A cautela com o político pode dar força para o dólar”, resumiu o responsável pelo departamento de análise de câmbio da corretora Walpires, Fúlvio Andrade.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais –equivalente à venda futura de dólares– para rolagem dos contratos que vencem julho.

Com isso, já rolou 5,330 bilhões de dólares do total de 6,939 bilhões de dólares que vence no mês que vem.

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