Brasil

Colheita da soja chega a 8% em Chapadão do Sul (MS) e produtividade média gira em torno de 55 scs/ha

Nesta temporada, produtores tiveram problemas em relação à alta incidência da lagarta falsa medideira nas lavouras. Estradas danificadas por conta das chuvas também preocupam. Cerca de 40% da safra foi negociada antecipadamente. No milho, área cultivada deverá cair 15% na safrinha devido ao atraso no plantio da soja. Preços estão próximos de R$ 38,00 a saca.

A colheita de soja na região de Chapadão do Sul chegou a 8% nesta semana. Com aproximadamente 15 dias de atraso no ciclo deste ano, devido à falta de chuva na semeadura, as lavouras precoces sofreram com a irregularidade do clima e estão com produtividade média de 55 sacas por hectare.
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Com o avanço da colheita sobre as áreas de ciclo médio e longo, a projeção do presidente do sindicato rural, Rudimar Borgelt, é que a região alcance uma média de 60 sacas por hectare, haja vista que após novembro as chuvas foram mais presentes na região.

Nesta temporada, os produtores também relataram grande presença da lagarta falsa-medideira nas lavouras. “Como a soja cresceu normalmente esse ano, então fechou um pouco mais e tiveram muito dificuldade de controlar a lagarta e os produtores acabaram tendo um pouco de prejuízo”, explica Borgelt.

A lagarta alimenta-se de folhas da parte mediana da planta no período reprodutivo da soja. Dessa forma, fica “protegida” pelo dossel da planta que nessa fase da cultura está fechado, dificultando o contato do inseticida com a praga (“efeito guarda-chuva”).

Outra preocupação neste ano está relacionado ao escoamento da produção. Com as chuvas torrenciais que atingiram o Mato Grosso do Sul nos últimos meses de 2015, muitas estradas e pontes foram danificadas. Agora, à medida que a colheita avança a dificuldade de acesso e armazenamento em algumas regiões deixa os produtores apreensivos.

De acordo com Borgelt, cerca de 40% da safra foi negociada antecipadamente, com valores entre R$ 66,00 a saca de 60 kg.
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Milho Safrinha

Devido ao atraso na semeadura da soja, o plantio da safrinha de milho também deverá ser postergado em aproximadamente 15 dias. Com isso, o presidente afirma que a área cultivada deve sofrer uma redução de 15%.

“Pelo alto custo dos insumos, o produtor irá diminuir a área para investir melhor em uma lavoura menor. E o plantio caminhando para o mês de março, a produtividade caiu muito na região, mas os produtores devem correr o risco”, destaca Borgelt.

O preço do cereal é o grande atrativo nesta temporada. Na região, os negócios chegam a R$ 38,00 a saca.

Por: Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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