Cientistas
espanhóis, especialistas em arqueologia e pinturas rupestres,
encontram-se no Paraguai, desde a semana passada, para investigar
figuras deixadas pela etnia Paî Tavyte-rã, no local conhecido como
Jasuka Venda, no departamento (estado) fronteiriço de Amambay.
De acordo com o Diário Última Hora, que entrevistou José Antonio Lasheras, coordenador do grupo e diretor do Museu Nacional e Centro de Investigação de Altamira (Espanha), indícios apontam que as gravuras deixadas pelos homens pré-históricos datam do segundo milênio antes da era cristã.
Além disso, as manifestações representariam o núcleo original de uma cultura que, posteriormente, espalhou-se por terras de Brasil, Argentina e Bolívia, agregando protagonismo ao atual território paraguaio nos tempos da primitiva ocupação humana no continente.
“Provavelmente, o núcleo primário e fundamental de uma arte que também é encontrada na Argentina, na Bolívia e no Brasil, o chamado Estilo Pisadas, esteja aqui. Ou seja, estamos documentando o enclave humano mais antigo do Paraguai”, comemorou o especialista.
“Temos indícios científicos animadores, que indicariam que estamos ante os primeiros povoadores destes territórios. Estes não seria vikings de alguns séculos atrás, como afirmam os pseudocientíficos, mas pessoas como qualquer um de nós, que viveram aqui há milhares de anos”, revelou.
“Os resultados alcançados com esta investigação farão com que o Paraguai deixe de ser uma mancha vazia nos mapas da pré-história de arte rupestre do continente americano”, afirmou o especialista, prometendo para breve o anúncio dos primeiros resultados do estudo nos paredões e cavernas de Jasuka Venda.